Proteção contra quedas: Guarda-corpos, painéis e vedações para segurança em altura em espaços públicos

Quando falamos de segurança em infraestruturas, o foco centra-se frequentemente apenas na estrada. No entanto, a segurança pedonal em espaços públicos, estádios, estações de transporte e zonas industriais representa um desafio igualmente crítico. Neste contexto, a proteção passiva contra quedas surge como a primeira e mais eficaz linha de defesa para garantir a integridade das pessoas.

Ao contrário da proteção ativa (como arneses ou linhas de vida, que exigem formação e ação por parte do utilizador), os sistemas passivos protegem de forma permanente e autónoma, eliminando o fator de erro humano.

A Magnitude do Risco: Dados e Estatísticas

A Magnitude do Risco: Dados e Estatísticas

As quedas a níveis diferentes não são incidentes isolados. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as quedas são a segunda causa mundial de morte por traumatismos involuntários.

No âmbito das infraestruturas e espaços de grande afluência pública, as estatísticas reforçam a necessidade de sistemas robustos:

  • Fator humano: Estima-se que em 85-90% dos acidentes em altura influencie o erro humano ou a distração. Aqui reside a superioridade da proteção passiva contra quedas: funciona independentemente da atenção do utilizador.

  • Custos de sinistralidade: Um relatório da Agência Europeia para a Segurança e a Saúde no Trabalho indica que os custos derivados de acidentes por falta de medidas de segurança podem representar até 4% do PIB anual em perdas para a economia, somando baixas laboratoriais, indemnizações e custos sanitários.

Quadro Regulamentar: Normativa de Segurança de Espaços e Cargas de Impulso

A instalação de guarda-corpos de segurança em espaços públicos não é uma questão estética, mas sim de engenharia estrutural regulada. Em Espanha, o Código Técnico da Edificação (CTE), especificamente no seu Documento Básico de Segurança de Utilização e Acessibilidade (DB-SUA), estabelece exigências rigorosas.

Para espaços de grande afluência pública, como estádios desportivos, concertos ou estações de comboio, os guarda-corpos devem suportar cargas horizontais muito superiores às de uma habitação:

  • Zonas de aglomeração: A normativa exige que os guarda-corpos em estádios ou zonas de grande afluência resistam a uma força horizontal de 3,0 kN/m (quilonewtons por metro).

  • Design Anti-escalada: A normativa proíbe explicitamente designs com travessas horizontais que permitam a escalada em zonas com presença de crianças, obrigando à utilização de barras verticais ou painéis cegos.

O cumprimento desta normativa de segurança de espaços é o que diferencia um fabricante especializado de uma serralharia convencional.

Soluções Técnicas: Guarda-corpos rodoviários e urbanos / Painéis rodoviários e urbanos

  • Guarda-corpos rodoviários e urbanos:

    São elementos críticos em pontes pedonais, passeios marítimos ou desníveis urbanos. Devem combinar resistência mecânica extrema com tratamentos anticorrosão (galvanização a quente ISO 1461). A sua função é evitar a queda do peão e conter o impacto de ciclistas ou veículos de mobilidade pessoal (VMP).

  • Painéis rodoviários e urbanos (Vedações Perimetrais):

    Além da queda, o risco em infraestruturas ferroviárias ou industriais é a intrusão. Estes sistemas são vitais para segregar zonas de passagem segura de áreas de maquinaria ou risco elétrico. Nesta categoria, ganham especial relevância as vedações antisuicídio, desenhadas para evitar a passagem em pontos críticos de altura.

Uma Abordagem Integral de Segurança

A implementação de sistemas de proteção coletiva tem um retorno direto. Comparativamente, embora o investimento inicial em sistemas passivos (guarda-corpos fixos) possa ser superior a soluções temporárias, o seu custo operacional é próximo de zero ao longo da sua vida útil.

Além disso, no âmbito da manutenção de infraestruturas, estes elementos são fundamentais para a Prevenção de Riscos Laborais (PRL). Garantem que os operários de limpeza, manutenção de iluminação ou jardinagem possam realizar as suas tarefas em ambientes elevados (como coberturas técnicas ou taludes) sem necessidade de equipamentos de proteção individual (EPI) complexos, agilizando os tempos de trabalho e reduzindo a sinistralidade laboral.

A segurança em altura em espaços públicos não admite improvisações. A proteção passiva contra quedas através de guarda-corpos de segurança certificados e painéis perimetrais robustos é a única garantia de cumprimento normativo e proteção real do cidadão. Para arquitetos, construtoras e administrações, contar com fabricantes que entendam a engenharia por trás de cada tubo e fixação é o primeiro passo para construir ambientes urbanos seguros e responsáveis.


A importância da manutenção preventiva na Segurança Rodoviária: Prolongando a vida útil das infraestruturas

A gestão das infraestruturas de transporte sofreu uma mudança de paradigma na última década. Perante a necessidade de otimizar os orçamentos públicos e garantir elevados padrões de proteção, a manutenção rodoviária preventiva deixou de ser uma opção para se tornar na estratégia mais eficiente.

Esta metodologia não considera a conservação como uma despesa operacional, mas sim como um investimento financeiro que maximiza o retorno da construção inicial. Os dados são conclusivos: esperar pela falha funcional da via não é sustentável nem do ponto de vista económico nem social.

Eficiência económica: A Regra de 1:5

O argumento mais sólido para as instituições públicas é a rentabilidade. Na engenharia de infraestruturas vigora a conhecida "Lei de Sitter", que estabelece uma progressão geométrica nos custos de intervenção.

Segundo este princípio, cada euro não investido em manutenção preventiva (quando o defeito é incipiente) transforma-se em 5 euros de despesa quando o dano requer uma correção menor, e dispara para os 25 euros quando é necessária uma reabilitação completa. A aplicação de estratégias preventivas — como a verificação do binário de aperto em guardas de segurança ou a selagem precoce de fissuras — permite evitar esta escalada de custos, libertando recursos que, de outra forma, seriam absorvidos por reparações de emergência.

Impacto operacional: Redução de custos para o utilizador

O estado da via tem uma repercussão direta no bolso do cidadão e na competitividade das empresas. Segundo a última Auditoria da Associação Espanhola da Estrada (AEC 2025), o défice de conservação (estimado em mais de 13.400 milhões de euros) gera ineficiências tangíveis:

  • Sobrecusto de combustível: Um pavimento e uma infraestrutura mal conservados aumentam a resistência ao rolamento, elevando o consumo de combustível em até 12%. Estima-se que este fator gere um sobrecusto anual superior a 270 milhões de euros apenas nos meses de maior mobilidade.
  • Pegada de Carbono: Este aumento no consumo implica um aumento proporcional nas emissões. Estudos do setor calculam que a manutenção deficiente provocou a emissão extra de mais de 25 milhões de toneladas de CO2 na última década.

Conservação de estradas e sistemas de contenção

Dentro do equipamento rodoviário, os sistemas de contenção (guardas metálicas e parapeitos) são elementos críticos cuja degradação pode ser "silenciosa". Ao contrário de um buraco, que é evidente, uma guarda com corrosão interna ou ancoragens enfraquecidas pode parecer funcional até falhar num impacto.

Uma manutenção rodoviária preventiva adequada destes elementos inclui a verificação da tensão das guias, o estado dos separadores e a integridade da galvanização. Tendo em conta que a deterioração da rede avança a um ritmo de 8% ao ano, a implementação de programas de inspeção periódica é a única forma de garantir que estes sistemas cumprem os níveis de contenção (N2, H1, etc.) certificados sob a norma UNE EN 1317 durante toda a sua vida útil.

A chave da durabilidade das infraestruturas

A sustentabilidade das obras públicas depende de quanto tempo podem operar sem serem reconstruídas. Estudos internacionais (Kahn & Levinson) sugerem que cada dólar destinado à prevenção evita entre 4 e 10 dólares em custos futuros de reconstrução.

No caso dos elementos metálicos de segurança, a manutenção preventiva atua diretamente sobre o ciclo de vida do produto. Detetar e tratar pontos de oxidação prematura em ambientes salinos ou reparar deformações menores evita a substituição completa de troços de guarda, reduzindo drasticamente o consumo de matérias-primas e a energia associada ao fabrico de novo aço.

O papel da inspeção técnica avançada

Para executar esta estratégia, a ferramenta fundamental é a inspeção rodoviária baseada em dados. Com 52% da rede espanhola a apresentar deteriorações significativas, o uso de tecnologias de alto rendimento permite auditar o estado de milhares de quilómetros em tempos reduzidos.

No entanto, a inspeção é apenas o primeiro passo. O verdadeiro valor reside na forma como essa informação é integrada num ciclo de gestão inteligente.

Tecnologia: O motor do planeamento e controlo

A modernização da manutenção rodoviária passa hoje necessariamente pela digitalização. A tecnologia não é um acessório, mas sim o eixo que permite planear, executar e controlar o estado das nossas estradas com precisão cirúrgica:

  • Gémeos Digitais (Digital Twins): A criação de réplicas virtuais da infraestrutura permite simular o envelhecimento dos materiais e prever quando um sistema de contenção irá falhar antes que aconteça, otimizando os ciclos de substituição.
  • Visão Artificial e IA: O uso de câmaras de alta resolução combinadas com algoritmos de aprendizagem profunda permite identificar automaticamente fissuras, oxidação ou parafusos soltos através do processamento de imagens, eliminando o erro humano na inspeção.
  • IoT e Monitorização Estrutural: Sensores conectados em pontes e guardas críticas informam em tempo real sobre impactos, vibrações anómalas ou tensões estruturais, permitindo uma resposta imediata e um controlo exaustivo do inventário.
  • Plataformas de Gestão na Nuvem: A centralização de dados permite às administrações públicas ter um controlo total sobre os contratos de manutenção, verificando se as tarefas preventivas são executadas atempadamente e conforme planeado.

Apostar na manutenção rodoviária preventiva é uma decisão estratégica que beneficia tanto o gestor como o utilizador. Contudo, no cenário atual, este modelo só é viável mediante a adoção de soluções tecnológicas de vanguarda. A combinação de dados precisos e ferramentas de gestão inteligente é a única via para maximizar os orçamentos públicos, prolongar a vida útil das infraestruturas e, acima de tudo, garantir que a estrada seja sempre um ambiente seguro e eficiente.


Galvanização a quente: durabilidade dos equipamentos de segurança rodoviária

A segurança rodoviária depende da integridade estrutural dos seus dispositivos. Desde os sistemas de contenção de veículos (barreiras de segurança, defensas metálicas, atenuadores de impacto, etc.) até aos pórticos de sinalização e marcações rodoviárias, a maioria destes sistemas é fabricada em aço. O maior inimigo do aço, sobretudo em ambientes expostos aos elementos e agentes corrosivos (sal, humidade, poluição), é a corrosão. Embora outras soluções, como o aço patinável, comecem a ser exploradas, a galvanização a quente é, sem dúvida, a principal solução que garante a longevidade e o desempenho consistente do equipamento, impactando diretamente na redução dos custos de manutenção para as administrações públicas.

1. Corrosão: O Custo Oculto nas Estradas

A oxidação do aço não é apenas um problema estético; compromete a capacidade funcional dos equipamentos rodoviários. Por exemplo, uma defensa metálica corroída pode não absorver a energia de um impacto, colocando em risco a vida dos ocupantes do veículo.

Os custos associados à corrosão dividem-se em duas categorias:

  1. Custos diretos de manutenção: Reparação ou substituição prematura de componentes corroídos, incluindo o custo de pessoal, materiais e gestão de tráfego durante a intervenção.
  2. Custos indiretos de segurança: O risco de falha do equipamento e o potencial aumento de acidentes caso o dispositivo não desempenhe a sua função.

2. O Processo de Galvanização a Quente

A galvanização a quente descontínua é um processo metalúrgico em que o aço é mergulhado num banho de zinco fundido a uma temperatura controlada entre 440 °C e 500 °C. Este processo não só reveste a superfície do aço, como também cria uma liga intermetálica de ferro-zinco metalurgicamente ligada ao aço base. Por esta razão, o resultado final é considerado mais uma liga do que um simples revestimento superficial.

2.1 Fases do Processo para o Revestimento Durável

Para garantir a aderência adequada das camadas de liga, o processo segue uma sequência rigorosa de 10 etapas antes da imersão no banho de zinco:

  1. Receção e Expedição: Inspeção inicial das peças e preparação para o processo.
  2. Desengorduramento Ácido: Remoção de gordura, óleo e sujidade superficial utilizando soluções desengordurantes.
  3. Decapagem: Imersão em ácido (geralmente ácido clorídrico) para remover a ferrugem e a carepa, deixando o aço quimicamente limpo.
  4. Lavagem: Enxaguar para remover os resíduos de ácido da superfície antes da fase seguinte.
  5. Fluxagem: Imersão numa solução de cloreto de zinco e amónio para evitar a oxidação prematura do aço limpo e facilitar a reação metalúrgica com o zinco fundido.
  6. Secagem em estufa: Remoção completa da humidade das peças fluxadas para evitar salpicos violentos em contacto com o zinco fundido.
  7. Secagem em forno: Remoção completa da humidade das peças fluxadas para evitar salpicos violentos em contacto com o zinco fundido. Galvanização: Imersão num banho de zinco fundido, onde ocorre a reação de liga Fe-Zn.
  8. Arrefecimento ao ar: Remoção controlada do banho de zinco para permitir que o revestimento solidifique e arrefeça.
  9. Passivação opcional: Tratamento químico pós-galvanização para minimizar a formação de "manchas brancas" durante o armazenamento.
  10. Acabamento e Envio: Remoção do excesso de zinco, inspeção final da espessura de acordo com as normas e preparação para o envio.

2.2 Mecanismos de Proteção

Ao contrário das tintas ou dos revestimentos superficiais, a galvanização a quente oferece uma dupla camada de proteção:

  1. Barreira Física: O revestimento de zinco isola o aço do meio corrosivo (humidade, oxigénio, sal).
  2. Proteção Catódica (Sacrificial): Se a camada de zinco for danificada (por exemplo, por riscos ou impactos), o zinco, por ser mais reativo que o ferro, é sacrificado e corrói em primeiro lugar. Este protege o aço subjacente da oxidação, reparando pequenas áreas danificadas (a chamada "célula galvânica").

Esta proteção sacrificial é fundamental para os elementos de segurança rodoviária que estão constantemente expostos à abrasão e a pequenos impactos.

3. Durabilidade e Redução do Custo do Ciclo de Vida

A principal vantagem da galvanização a quente é a sua excecional durabilidade, especialmente quando comparada com outros métodos de proteção (tintas ou revestimentos eletrolíticos de zinco).

A galvanização a quente proporciona, com uma única aplicação, uma proteção que pode durar mais de 50 anos na maioria dos ambientes rodoviários, resultando num Custo do Ciclo de Vida (CCV) mais baixo para a administração.

3.1 Comparação de Custos

O custo inicial de um elemento galvanizado a quente pode ser ligeiramente superior ao da pintura, mas a necessidade de manutenção é eliminada durante décadas. Se for projetado ao longo de 50 anos, o custo total de um componente pintado (que requer 5 a 10 repinturas) é até quatro vezes superior ao custo único do investimento inicial em galvanização.

4. Conformidade e garantia regulamentares

A eficácia e fiabilidade da galvanização a quente são reguladas por normas internacionais e europeias que garantem o desempenho dos produtos em infraestruturas rodoviárias.

  • ISO 1461 / EN ISO 1461: Esta norma especifica as propriedades dos revestimentos de zinco por imersão a quente em produtos acabados (incluindo fixadores e componentes de segurança rodoviária). Estabelece os requisitos mínimos de espessura do revestimento, medidos em mícrons (µm), que dependem da espessura do aço base.
  • Acabamentos visuais e qualidade: É importante referir que o aspeto final do revestimento galvanizado pode variar (alto brilho, cristalino, cinzento mate). Estas diferentes tonalidades são características do processo e dependem da composição química e da reatividade do aço, bem como da taxa de arrefecimento. Estas variações de cor não devem ser consideradas defeitos, uma vez que a resistência à corrosão permanece inalterada. O envelhecimento natural ao longo do tempo irá homogeneizar a cor.
  • Marcação CE: Na União Europeia, os dispositivos de segurança rodoviária (como as barreiras) devem ostentar a marcação CE, o que significa que o seu fabrico, incluindo o tratamento anticorrosivo, está em conformidade com as normas europeias de desempenho e durabilidade.

Ao especificar a galvanização a quente, as autoridades não só adquirem durabilidade, como também garantem o cumprimento de normas de segurança rigorosas. A infraestrutura protegida por este método prolonga a sua vida útil, melhora a segurança e permite que os órgãos de gestão redirecionem recursos da manutenção corretiva para investimentos mais estratégicos.


Conhece os regulamentos relativos aos sistemas de contenção

Desde Metalesa, sempre que falamos dos nossos produtos, contamos para que servem, todas as suas características, suas vantagens... Por isso hoje trazemos um artigo um pouco diferente em que falaremos sobre um tema que costumamos abordar superficialmente em nosso blog: A regulamentação dos sistemas de contenção de veículos UNE EN 1317.

Se precisas de rever os sistemas de contenção de veículos que existem, recomendamos que leias este artigo clicando neste link.

Uma regulamentação comum para a melhoria da Segurança Rodoviária

Desde janeiro de 2011, é obrigatório que os sistemas de contenção de veículos instalados na União Europeia sejam certificados de acordo com a norma UNE EN 1317. A criação desta norma significa a homogeneização da metodologia de teste dos sistemas de contenção e dos critérios de aceitação, favorecendo assim a Segurança Rodoviária.

Entendemos que este tipo de normas tão técnicas podem ser difíceis de entender e interpretar, por isso, na Metalesa, como especialistas na Normativa UNE EN 1317 e como parte do comitê de normalização CTN135 da UNE, queremos ser sua referência em Normativa de Sistemas de Contenção. Por isso, neste artigo explicaremos tudo o que precisas de saber sobre a Norma UNE 1317.

O que é a UNE?

Para explicar a regulamentação UNE EN 1317, primeiro é importante saber de onde vem.

A UNE (Associação Espanhola de Normalização) é o único Organismo de Normalização em Espanha. A sua função é criar Normativas para os diferentes setores, de modo a que estas conformem uma série de normas padronizadas e aceitas, garantindo assim a qualidade e excelência das empresas.

Especificamente, na Metalesa, fazemos parte do Comitê de Normalização CTN-135 (Equipamento para a Sinalização Rodoviária), que é responsável por desenvolver normas para a normalização dos elementos ou equipamentos destinados à sinalização, segurança, sinalização e tráfego destinados à informação, ordenamento e Segurança Rodoviária. Portanto, aqui se inclui a criação de normas relacionadas com os sistemas de contenção de veículos.

Desde a sua criação, o Comitê de Normalização CTN-135 elaborou 283 normas para favorecer a Segurança Rodoviária; neste artigo, iremos nos focar especificamente na norma UNE EN 1317.

Tudo o que precisas de saber sobre a NORMA UNE EN 1317, a regulamentação dos Sistemas de Contenção de veículos

Os sistemas de contenção de veículos são equipamentos de Segurança Rodoviária indispensáveis nas estradas para evitar as graves consequências de um acidente, por isso, é tão importante que o seu funcionamento esteja sujeito aos critérios de aceitação impostos pela norma UNE EN 1317.

Estes são os fatores considerados:

  • Nível de contenção: Garante que o sistema de contenção mantenha o veículo em caso de colisão, sem que o carro capote ou ultrapasse o sistema.
  • Severidade do impacto: Reduz as desacelerações para minimizar os danos aos ocupantes do veículo.
  • Deformação do sistema: Refere-se ao deslocamento transversal do sistema durante o impacto.
  • Redirecionamento: Assegura o retorno controlado do veículo à via após impactar no sistema de contenção, de modo que não invada outras faixas.

Teniendo en cuenta as variáveis anteriores, podemos diferenciar entre vários tipos de sistemas de contenção que se distinguem pelas consequências e pelos efeitos que o impacto do veículo tem sobre o veículo, os ocupantes e o próprio sistema de contenção.

Todos os sistemas de contenção são submetidos a testes em escala real nos quais são levadas em conta as variáveis anteriores e que devem ser superados para cumprir com a norma UNE EN 1317.

A seguir, vamos explicar de forma mais ampla cada um dos parâmetros que caracterizam os sistemas de contenção:

Nível de Contenção

Refere-se à capacidade de um Sistema de Contenção para suportar a carga de impacto de um veículo.

O risco de acidentes numa via determinada, a velocidade permitida e a quantidade média de veículos pesados em cada sentido no momento da entrada em serviço, determinam a escolha do nível de contenção que uma barreira de contenção de veículos deve ter.

Neste sentido, a norma UNE EN 1317 define vários níveis de contenção, os quais são aceitos quando estes superam testes rigorosos em escala real. A relação de testes que credenciam cada nível pode ser vista nesta imagem:

(*) O ensaio TB11 destina-se a verificar se o nível de confinamento do veículo pesado de mercadorias é compatível com a segurança dos ocupantes dos veículos ligeiros.

Una vez estabelecido o nível de contenção, um complexo sistema de câmeras e sensores de alta performance, calibrados em laboratório, permitem definir o comportamento de um sistema de contenção através de valores concretos dos seguintes parâmetros.

Nível de Severidade de Impacto

A colisão de um veículo contra um sistema de contenção acarreta riscos para os ocupantes do veículo. O nível de severidade de impacto é definido pela gravidade dos riscos no interior do veículo.

O nível de Segurança de Impacto é calculado a partir da combinação dos seguintes valores: Impacto na cabeça (THIV) e desaceleração (ASI).

É importante destacar que, na Europa, a instalação de um sistema de contenção de severidade de impacto C não é autorizada, pois esse valor pode implicar um impacto mortal para o condutor do veículo.

Deformação do Sistema

O comportamento de uma barreira de segurança é caracterizado pelo deslocamento transversal do sistema no momento do impacto. Este é definido em testes em escala real através dos parâmetros de largura de trabalho e deflexão dinâmica.

  • Deflexão Dinâmica: Refere-se ao máximo deslocamento dinâmico lateral da face do Sistema de Contenção de Veículos mais próxima ao tráfego na estrada. É medido em metros.
  • Largura de Trabalho: É a distância entre a face da barreira de contenção mais próxima ao tráfego antes do impacto e a posição lateral mais distante que qualquer parte essencial do dispositivo de segurança atinge durante o impacto. A norma classifica este parâmetro de W1 a W8 com base nos metros de deslocamento.

  • Intrusão de veículo: Refere-se ao máximo deslocamento lateral dinâmico da face voltada para o tráfego do sistema de contenção sem deformação. Este parâmetro é avaliado através de gravações fotográficas ou vídeos de alta velocidade, considerando uma carga hipotética com comprimento e largura iguais à plataforma do veículo e uma altura total de 4m. A norma UNE EN 1317 classifica este parâmetro de VI1 a VI5, com base nos metros de deslocamento.

Considerando as variáveis anteriores, podemos caracterizar os diversos tipos de sistemas de contenção, que se diferenciarão pelas consequências e pelos efeitos que o impacto do veículo tem sobre o veículo, os ocupantes e o próprio sistema de contenção.

Recordamos que todos os sistemas de contenção com marcação CE foram submetidos a testes em escala real nos quais foram levados em conta estes critérios.

Na Metalesa, encarregamo-nos de projetar, fabricar e instalar sistemas de contenção de veículos levando em consideração todos os critérios de aceitação ditados pela norma UNE EN 1317. Deste modo, podemos garantir a proteção das pessoas, e por isso devemos compreender perfeitamente a normativa.

Se após a leitura deste artigo ainda restar alguma dúvida a resolver sobre a normativa UNE EN 1317, recomendamos que dêes uma olhada na nossa seção de perguntas frequentes sobre os sistemas de contenção, ou se preferires, podes entrar em contato diretamente conosco, ficaremos felizes em atender à tua consulta.


valla de equipamiento ferroviario

A viseira de proteção de catenária: garantia da segurança na infraestrutura ferroviária

No mundo dos transportes e da mobilidade, a segurança é um fator fundamental. A nível ferroviário, onde a eletrificação é cada vez mais comum, a proteção da catenária e o bem-estar do pessoal são aspetos fundamentais. É aqui que entra em cena a viseira de proteção de catenária, uma solução que garante o bom funcionamento da infraestrutura ferroviária. Neste artigo analisaremos pormenorizadamente a forma como estas viseiras são uma peça crucial na prevenção de acidentes e danos na catenária, e veremos exemplos reais onde a sua implementação foi fundamental.

Em que é que uma viseira de proteção de catenária consiste?

A viseira de proteção de catenária é uma estrutura engenhosa e altamente efetiva, concebida tendo em vista salvaguardar o sistema de cabos elétricos que formam a catenária nas vias férreas eletrificadas. A sua conceção assemelha-se a uma viseira ou asa, e é colocada estrategicamente na parte superior da catenária junto a passagens de nível ou pontes, atuando como uma sólida barreira de proteção contra diversos elementos externos que poderiam comprometer a segurança do sistema e ocasionar interrupções no serviço ferroviário.

Qual é a sua função principal?

A função principal da viseira de proteção é salvaguardar a segurança do tráfego ferroviário e prevenir danos na catenária. Na Metalesa estamos conscientes de que, ao proteger os cabos e condutores elétricos contra eventuais impactos de vandalismo ou acidentais, se evitam acidentes e se garante um fornecimento de eletricidade ininterrupto para os comboios. É por isso que dispomos de uma vasta gama de equipamento ferroviário com diferentes soluções com as quais se poderão proteger, tanto os elementos das vias, como os utilizadores das linhas de comunicação.

Prevenção de obstruções e riscos externos

Outro aspeto crucial que a viseira de proteção aborda é a prevenção de obstruções e riscos causados por objetos externos. Por vezes, ramos de árvores, desperdícios ou inclusive objetos lançados acidentalmente a partir do tabuleiro da passagem superior podem cair sobre a catenária, o que poderia ocasionar danos nos cabos ou, no pior dos casos, provocar acidentes ferroviários. Com a viseira de proteção, estabelece-se uma barreira que evita que tais elementos interfiram com o sistema elétrico, mantendo a integridade e a segurança da infraestrutura ferroviária.

Com a implementação de viseiras de proteção, os benefícios são múltiplos. Em primeiro lugar, garante-se a integridade do sistema de eletrificação, minimizando as possibilidades de avarias e reduzindo o tempo de inatividade da infraestrutura ferroviária.

Salvaguarda da segurança do pessoal e dos utilizadores dos transportes ferroviários

A segurança é sempre uma prioridade em qualquer operação de transporte público. Com a instalação de viseiras de proteção de catenária, reduzem-se os riscos associados à exposição a elementos externos e minimiza-se a possibilidade de acidentes causados por impactos acidentais ou danos na catenária. Isto protege, tanto o pessoal ferroviário, como os utilizadores do serviço, garantindo um ambiente seguro e fiável para todos. Cumprindo assim, de forma rigorosa, as especificações estabelecidas pelo ADIF (Administrador de Infraestructuras Ferroviarias) para termos o controlo do comportamento dos utilizadores nas instalações de transportes públicos, garantindo, ao máximo, a segurança dos mesmos.

Redução de tempos de inatividade

Graças à proteção que a viseira de catenária oferece, os danos nos cabos elétricos reduzem-se de forma significativa. Como resultado disso, diminuem-se os tempos de inatividade causados por reparações e substituições frequentes, o que contribui para uma maior eficiência na operação do serviço ferroviário e uma redução de custos a longo prazo.

 


Mais uma vez este ano na Semana da Engenharia e Meio Ambiente | Metalesa Talentos

Mais uma vez este ano, a Metalesa esteve presente nas jornadas da Semana da Engenharia e Meio Ambiente (SICMA) que tiveram lugar na Escuela de Caminos da Universidade Politécnica de Valência de 24 a 28 de fevereiro.

Este foi o terceiro ano em que quisemos pôr a manifesto o nosso compromisso para com a formação e a geração de talento dos estudantes. Neste sentido, pretendemos aproximar experiências reais do setor da construção civil aos alunos através de diversas atividades e conferências ministradas por profissionais.

O objetivo que queremos conseguir com a nossa presença é ir ao lugar onde os futuros profissionais estão a ser formados e ministrar-lhes aspetos fundamentais relativamente à Segurança Rodoviária, de modo que os conceitos partilhados se materializem de forma eficaz no futuro desenvolvimento da sua profissão. A difusão que o evento SICMA nos proporciona ajuda-nos indubitavelmente a atingir o nosso objetivo.

bienvenida en la semana de la ingenieria

O Sr. Gonzalo Arias Hofman, orador em representação da METALESA

Trata-se de uma semana de aprendizagem contínua em que se tem o privilégio de contar com a presença de bons profissionais, capazes de transmitir aos estudantes uma visão atualizada do setor. No nosso caso, tendo em vista atingir o nosso compromisso para com o talento, estamos na Metalesa a apostar, ano após ano, num painel de especialistas em matéria de segurança rodoviária para enriquecermos o conhecimento dos estudantes.

Na jornada de 26 de fevereiro, contámos com a presença do Doutor Gonzalo Arias Hofman, Engenheiro Civil e Diretor de Engenharia de Conservação na INES Ingenieros, cuja comunicação andou em torno da 'Interação dos sistemas de contenção com os tabuleiros de ponte'.

alumnos en la semana de la ingenieria

O que é a 'Metalesa Talentos'

 A Metalesa Talentos é uma plataforma destinada ao desenvolvimento do conhecimento com caráter formativo e divulgativo que, no quadro da Semana da Engenharia e Meio Ambiente, tem o objetivo de potenciar o desenvolvimento do talento dos mais jovens, que serão os futuros profissionais do setor.

Tendo em vista impulsionar a inovação, a originalidade e a excelência nas disciplinas académicas relacionadas com o planeamento, a conceção, a construção e a exploração de infraestruturas de engenharia civil, a Metalesa Talentos premia os melhores Trabalhos de Fim de Licenciatura através dos Prémios Metalesa.

stand de metalesa en la semana de la ingenieria

Novidades nos Prémios Metalesa

A nossa plataforma Metalesa Talentos aproveita a Semana da Engenharia e Meio Ambiente para a entrega dos Prémios. No entanto, este ano decidimos proporcionar uma novidade: efetuar a entrega dos Prémios no Ato de Licenciatura, um momento muito especial para todos os estudantes.

Não obstante, a situação atual de emergência médica por COVID19 obrigou a adiar o Ato. Em princípio a graduação será efetuada em 11 de setembro de forma presencial e em tal Ato efetuaremos entrega dos Prémios Metalesa.


METALESA - equipamiento de seguridad vial

Conclusão dos trabalhos sobre a plataforma de via da linha de Alta Velocidade no troço San Isidro-Orihuela (Alicante)

Neste mês de março de 2016 a METALESA concluiu os trabalhos de fornecimento e montagem no troço San Isidro-Orihuela (Alicante) da Linha de Alta Velocidade (AVE). Mais uma vez a METALESA concluiu com êxito a sua participação numa obra emblemática do desenvolvimento de infraestruturas ferroviárias na Espanha, garantindo a utilização do que há de melhor em equipamento de segurança rodoviária.

El mejor equipamiento de seguridad vial en Metalesa

Os elementos e medições que foram entregues são os seguintes:

7.200 m2 de barreiras acústicas metálicas em viadutos

6.000 m de corrimões em túneis

500 m de guarda-corpos

300 m de vedação antivandalismo

500 m de cerramento na nova Estação de Callosa de Segura

Metalesa: equipamiento de seguridad vial en proyecto AVE

 

Este troço, com um comprimento de 9,6 quilómetros, corresponde às obras da Linha de Alta Velocidade Madrid – Castela La Mancha – Comunidade Valenciana – Região de Múrcia, e passa pelos municípios de San Isidro, Granja de Rocamora, Cox, Callosa de Segura, Redován e Orihuela.

Tal percurso faz parte do trajeto compreendido entre Monforte del Cid (Alicante) e Múrcia, de 64,7 quilómetros de comprimento, e cujas obras já foram adjudicadas e estão em fase de execução.

Equipamiento de seguridad vial: AVE Alicante

Do ponto de vista da eficiência e máximo aproveitamento das novas infraestruturas, é importante que se assinale que a entrada ao serviço da ligação Monforte del Cid – Múrcia terá via dupla em bitola UIC, o que permitirá que os serviços suburbanos efetuem a ligação a Alicante, Elche, Orihuela e Múrcia.

Equipamiento de seguridad vial en infraestructuras de AVE

Quando as obras de todos estes troços forem concluídas, os tempos de viagem por comboio entre Madrid e Elche, e entre Madrid e Múrcia, ter-se-ão reduzido a 2 horas e 10 minutos, e a 2 horas e 25 minutos respetivamente, cerca de 30% em relação aos tempos atuais por estrada.

Equipamiento de seguridad vial: Proyecto en Alicante

A METALESA mostra a sua satisfação por continuar a colocar ao serviço do interesse geral dos cidadãos espanhóis e europeus um produto de qualidade, assim como o talento da sua equipa de profissionais. A Metalesa coloca à sua disposição a melhor equipa de segurança rodoviária e aposta firmemente em continuar a desenvolver a rede de infraestruturas ferroviárias espanholas e europeias, tendo em vista reduzir os tempos de viagem.


Proyecto en el puente de la Bahía de Cádiz - Metalesa Seguridad vial

A METALESA estará presente na emblemática ponte sobre a Baía de Cádis

A empresa foi adjudicatária de 1.250 m2 de barreira acústica mista de 2,5m de altura, o primeiro metro dos quais será metálico e os restantes de metacrilato. Esta barreira será instalada no troço do Polígono Industrial Río San Pedro, reduzindo deste modo os ruídos causados pelo trânsito rodoviário que circule pela nova ponte.

Com esta adjudicação, a METALESA passa a fazer parte do conjunto de empresas participantes neste emblemático projeto que melhorará os acessos à cidade e a sua ligação à Baía contribuindo, além disso, para o desenvolvimento económico e social de Cádis e do seu porto. Além disso, temos um fabrico de painéis antirruído de qualidade insuperável.

A Segunda Ponte é atualmente a infraestrutura mais importante em construção, não só na Espanha, mas também em toda a Europa. É a ponte suspensa com caminho de ferro com maior vão do mundo. A seguinte é a Ponte Tianxingzhou, na China (504 metros) e a terceira, a Ponte Oresund, que une a Suécia à Dinamarca (490 metros).

Utilización de paneles antirruido en proyecto Metalesa Bahía de Cádiz - Utilización de paneles antirruido


METALESA Pyme Innovadora

A METALESA É PME INOVADORA

A METALESA recebeu o reconhecimento do Ministério da Ciência, Inovação e Universidades pelo seu esforço contínuo em I+D+i com o selo PYME INNOVADORA.

A nossa empresa tem uma longa história de inovação avalizada por um catálogo de produtos e serviços moderno e dinâmico. Cada ano, a nossa equipa desenvolve e lança no mercado novas ideias alinhadas com a nossa missão de proporcionar à sociedade produtos seguros e de alta qualidade.

Este esforço tem vindo a ser premiado anualmente com a obtenção de Relatórios Motivados Vinculativos emitidos pelo Ministério da Economia e Competitividade, o que acredita um investimento real em projetos tecnologicamente avançados e desafiadores que nos posicionam como uma empresa de referência a nível europeu.

 


Continua a aumentar a procura de Transições entre guardas de segurança META13/16 e barreira de betão

A METALESA concluiu os trabalhos de fabrico e montagem dos sistemas de contenção de veículos concebidos para o viaduto no trajeto de Aix-Noulette em França. Além de 170 metros de guarda de segurança metálica META16 com nível de contenção H3, foram instaladas 4 unidades de Transição META16 com barreira de betão, produto único desta natureza que foi ensaiado à escala real por uma empresa espanhola de segurança rodoviária.

Este produto representa uma aposta de há alguns anos da METALESA para dar solução a um dos principais pontos negros das estradas europeias, as uniões entre sistemas com diferentes níveis de contenção. A empresa trabalha há anos noutras soluções para abranger o maior leque possível de transições.