Eficiência Energética na Iluminação: Estratégia da Rede de Estradas do Estado (RCE)

A Rede de Estradas do Estado ($\text{RCE}$), gerida pela Direção-Geral de Estradas (DGC) do Ministério dos Transportes e da Mobilidade Sustentável (MITMA), enfrenta um desafio energético de grande magnitude. A estratégia de eficiência energética tornou-se uma prioridade para reduzir o elevado gasto operacional e alinhar-se com os objetivos da transição ecológica, baseando-se na modernização tecnológica e na telegestão avançada.

1. Contexto e magnitude do gasto energético

O consumo elétrico da RCE é um dos maiores da administração pública. Historicamente, o consumo tem-se mantido em valores próximos dos 145,000,000 kWh/ano, com um custo associado de dezenas de milhões de euros, o que sublinha a urgência da intervenção.

1.1 A Distribuição crítica do consumo

A infraestrutura interurbana apresenta uma distribuição de consumo desequilibrada, concentrando-se principalmente na iluminação e operacionalidade das estruturas fechadas.

Esta dependência do consumo em túneis (onde a iluminação e a ventilação são funções vitais de segurança que não podem ser interrompidas) exige soluções de máxima eficiência que não comprometam os padrões de visibilidade.

2. A Estratégia de Inovação (CPI) e os Três Eixos de Ação

A estratégia da RCE articula-se em torno da Compra Pública de Inovação (CPI), um mecanismo utilizado pelo MITMA para impulsionar soluções tecnológicas que abordem as suas necessidades específicas.

O objetivo central da DGC é alcançar poupanças entre 40% e 50% do consumo total da rede. Isto é conseguido através da atuação coordenada em três eixos de ação fundamentais:

Eixo 1: Requisitos da Luminária (Migração LED)

A migração de tecnologias obsoletas como as lâmpadas de sódio de alta pressão (VSAP) para a tecnologia LED é o primeiro passo, mas deve cumprir requisitos técnicos avançados para garantir a durabilidade e a eficiência a longo prazo num ambiente exigente:

  • Vida Útil Exigida: É exigido que as novas luminárias tenham uma vida útil mínima muito alta, com certificações como L90B10\_100.000h. Isto significa que apenas 10% das unidades podem ter depreciado o seu fluxo luminoso abaixo de 90% do seu valor inicial após 100,000 horas de funcionamento.
  • Redução de Manutenção: A alta fiabilidade é chave para minimizar as intervenções na faixa de rodagem, que são dispendiosas e perigosas.

Eixo 2: Telegestão e Controlo Dinâmico (ITS)

A implementação de um Sistema de Gestão Inteligente (SGI) é fundamental para conseguir os objetivos de poupança através da adaptação dinâmica da luz.

  • Conectividade Padrão: Os nós de controlo que permitem a monitorização remota e a adaptação dinâmica devem ser de padrão internacional, integrando-se através de conectores NEMA ou Zhaga.
  • Funcionalidade ITS: O SGI permite a adaptação dinâmica da iluminação em tempo real às condições ambientais e de tráfego. Nas horas de menor movimento, a intensidade é reduzida a níveis preestabelecidos, mas o sistema deve ser capaz de reativar-se imediatamente perante a passagem de veículos ou em situações de emergência (p. ex., um aviso de acidente ou nevoeiro).

Gráfico Descritivo: Objetivo de Poupança RCE

  • Consumo base (Sem CPI: 145.000.000 kWh/an.
  • Meta de poupança (40%): Reduction of 58.000.000 kWh/an.
  • Consumo objetivo: 87.000.000 kWh/an.

 

Eixo 3: Segurança Rodoviária e Cumprimento Normativo Rigoroso

Nas estradas, a iluminação é um fator de segurança que deve ser gerido com precisão milimétrica, especialmente a alta velocidade. Por isso, o cumprimento da normativa é inegociável e converte-se no terceiro pilar estratégico:

  • Luminância vs. Iluminância: Ao contrário das vias urbanas (onde se mede a iluminância), nas estradas prioriza-se a luminância média (Lm), que é a luz refletida do pavimento para o olho do condutor.
  • Níveis de Exigência: As soluções de iluminação devem garantir os níveis de luminância média requeridos por normativa, que oscilam entre 0,30 e 2,00 cd/m², dependendo da tipologia de via (autoestrada, convencional) e da intensidade do tráfego (IMD).
  • Mitigação do Risco de Sinistros: A gestão eficiente e fiável do sistema de iluminação nos pontos singulares é uma prioridade de segurança rodoviária ineludível. Estudos como o do INTRAS sobre saídas de via demonstraram que a falta de iluminação é um fator que aumenta significativamente o risco e a percentagem de sinistros noturnos, o que justifica o investimento em sistemas inteligentes e fiáveis nos pontos onde a iluminação está normativamente justificada.

3. Visão 2030: Transformação Digital e Sustentabilidade

A iluminação rodoviária inteligente na RCE não é apenas uma medida de poupança, mas sim um componente estratégico da transformação da rede de estradas:

  • Sustentabilidade: A poupança de energia contribui diretamente para os objetivos da Estratégia de Eficiência Energética 2030 da RCE, minimizando a dependência energética e reduzindo a pegada de carbono da infraestrutura.
  • Big Data e Integração ITS: Os nós de telegestão da iluminação transformam-se numa rede de sensores que podem ser integrados no ecossistema ITS do MITMA. Isto permite a recolha de dados ambientais e de tráfego em pontos remotos, cruciais para a manutenção preditiva da infraestrutura e para a tomada de decisões informada no planeamento da mobilidade.

Em resumo, o investimento em iluminação adaptativa para a RCE representa uma mudança de paradigma: de ser um mero custo operacional, a iluminação converte-se num ativo de gestão inteligente que garante a máxima segurança e o cumprimento normativo com a mínima pegada energética.


Gestão de infraestruturas: O desafio do défice de conservação e a importância do inventário de ativos

A manutenção das estradas é um pilar fundamental para garantir a mobilidade e a segurança dos utilizadores. No entanto, o setor enfrenta um desafio estrutural: a gestão de um património que, devido a um défice de investimento acumulado, requer intervenções imediatas.

Para além de debates teóricos, a realidade operacional mostra que a gestão atual deve centrar-se na correção de ocorrências para assegurar a qualidade das infraestruturas. Segundo a recente Auditoria da AEC (Associação Espanhola da Estrada), a deterioração dos elementos funcionais obriga a priorizar a reparação e reposição de ativos para garantir a sua funcionalidade e prolongar o ciclo de vida do produto.

De seguida, analisamos o estado atual da rede e como a tecnologia e o cumprimento da regulamentação de segurança rodoviária são chaves para a recuperação.

1. Análise de situação: Impacto nos custos de manutenção rodoviária

Os dados técnicos revelam um cenário complexo. O défice de investimento resultou num envelhecimento acelerado dos equipamentos instalados. De uma perspetiva técnica, isto implica que grande parte da infraestrutura ultrapassou a sua vida útil ótima e que não se pode esperar que opere com os níveis de desempenho previstos.

Estudos do setor indicam que adiar a intervenção corretiva multiplica os custos futuros e afeta a sustentabilidade rodoviária. Uma estrada sem um asfalto adequado não só é insegura, como aumenta o consumo de combustível dos veículos, elevando a pegada de carbono das infraestruturas. Uma estrada com marcas rodoviárias defeituosas e sinalização vertical deteriorada prejudica a segurança rodoviária. Uma estrada cujos sistemas de retenção estão obsoletos e em mau estado, está menos preparada para ser uma "estrada que perdoa".

2. A base da gestão eficiente: Inventário e inspeção rodoviária

Num ambiente de recursos limitados, é indispensável contar com um inventário exaustivo. Não é viável planear sem um conhecimento preciso da realidade instalada. A tendência para as Smart Roads começa por digitalizar o básico:

  • Georreferenciação: Localização exata de cada ativo.

  • Diagnóstico: Classificar os elementos segundo o seu grau de deterioração.

  • Dados: Utilizar Big Data rodoviário para priorizar atuações em função do risco técnico.

3. Áreas críticas de intervenção técnica

A segurança depende da interação correta de todos os elementos. As deficiências detetadas requerem atuações específicas em quatro grandes blocos, cumprindo sempre com a certificação de produtos rodoviários:

3.1. Pavimentos e piso O piso é o elemento mais exposto ao desgaste. Um pavimento degradado reduz a aderência e aumenta o risco de acidentes. A sua reparação é prioritária para restabelecer a segurança e a eficiência do transporte.

3.2. Sinalização vertical e segurança rodoviária ativa A sinalização tem uma vida útil limitada. O cumprimento da regulamentação de visibilidade noturna é crítico. A reposição deve assegurar os níveis de retrorreflexão exigidos, garantindo que os sinais sejam visíveis e legíveis em qualquer condição, atuando como uma verdadeira infraestrutura ativa.

3.3. Marcas Rodoviárias (sinalização horizontal) As marcas rodoviárias são fundamentais para o condutor humano, especialmente em estradas de âmbito regional, onde costuma haver mais curvas e não costuma haver bermas, sinalização vertical nem iluminação pública. Além disso, mesmo em estradas de alta intensidade, são fundamentais para a mobilidade conectada. Os sistemas de ajuda à condução (ADAS) dependem de linhas bem pintadas e mantidas para operar corretamente.

3.4. Barreiras de segurança e sistemas de retenção avançados Este é um dos pontos mais críticos. O parque atual de guardas metálicas e rails apresenta desafios importantes relacionados com a sua obsolescência, falta de desempenho, proteção contra a corrosão e danos por impactos prévios. Neste sentido, e para garantir a segurança, é imperativo que qualquer substituição ou nova instalação cumpra rigorosamente a norma EN 1317. Isto implica utilizar dispositivos de retenção que tenham superado o ensaio de impacto correspondente, assegurando que o seu comportamento dinâmico (largura de trabalho e nível de retenção) é o adequado para o tipo de via. Além disso, é fundamental considerar a durabilidade das estruturas metálicas através de tratamentos como a galvanização para resistir à intempérie.

4. Tecnologia e sensorização rodoviária

A indústria avança para soluções de manutenção preditiva, como o uso de tecnologias de visão artificial (seja on board num veículo ou a partir do ar com drones), ou o LiDAR, que permitem realizar uma inspeção rodoviária à velocidade do tráfego, digitalizando o estado dos equipamentos a uma altíssima velocidade, com máxima precisão e sem risco para os operários.

Estas ferramentas permitem às administrações evoluir para uma gestão mais otimizada dos ativos e da manutenção, baseada em dados e diagnóstico real dos equipamentos instalados, otimizando cada euro investido na recuperação da estrada.

A melhoria da segurança rodoviária requer enfrentar com coragem e novas ferramentas o défice de conservação, de tal forma que cada euro investido seja útil. Só assim será possível devolver à infraestrutura os padrões de qualidade que a mobilidade atual exige.


Iluminação adaptativa: Eficiência energética em Smart Cities e vias urbanas

A iluminação viária adaptativa afirma-se como um componente fundamental para o desenvolvimento das Smart Cities, integrando a sustentabilidade e a eficiência energética com a segurança e o conforto do peão num único sistema inteligente. No contexto urbano, a iluminação pública ajusta a sua intensidade e padrão luminoso baseando-se em dados em tempo real, priorizando as necessidades específicas das ruas e praças da cidade.

Esta abordagem proativa responde à necessidade crítica das administrações e autarquias de reduzir o elevado consumo elétrico municipal e melhorar a habitabilidade noturna dos seus ambientes.

1. Eficiência energética e a gestão inteligente do consumo

A iluminação exterior representa uma das maiores parcelas de despesa energética dos municípios, consumindo entre 40% e 60% da sua eletricidade total. A implementação da iluminação adaptativa, baseada em luminárias LED de alta eficiência e sistemas de telegestão (LMS – Lighting Management Systems), permite uma otimização sem precedentes.

  • Gestão da procura e dimming dinâmico: A estratégia chave é o dimming (atenuação) seletivo. Em vez de manter uma potência constante toda a noite, a intensidade luminosa é modulada automaticamente. Em horas de baixa atividade, especialmente na madrugada ou em ruas secundárias, a potência pode ser reduzida a níveis mínimos de 20-30% da capacidade total. Apenas aumenta para 100% de forma instantânea e gradual perante a deteção de um peão, ciclista ou veículo.

  • Poupança sustentável e KPI: Esta gestão inteligente pode gerar poupanças energéticas entre 50% e 75% em relação à iluminação tradicional. Esta poupança traduz-se diretamente numa redução significativa da pegada de carbono municipal, contribuindo para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e para os compromissos de transição energética.

  • Manutenção preditiva 4.0: A telegestão de cada ponto de luz (nó) facilita a monitorização remota. O sistema deteta e alerta automaticamente sobre falhas de voltagem, variações de potência, ou falhas iminentes das luminárias (deteção de flickering ou baixo rendimento). Isto transforma a manutenção de corretiva para preditiva, otimizando os recursos humanos e evitando interrupções do serviço.

2. Segurança rodoviária e mitigação do risco noturno

No ambiente urbano, a iluminação é um fator chave na prevenção da sinistralidade, especialmente em pontos críticos de interação entre veículos e peões (cruzamentos, passadeiras, paragens de transportes públicos). Uma iluminação insuficiente não só gera insegurança nos cidadãos, como aumenta o risco de acidentes.

O vínculo com o risco na escuridão: Estudos especializados demonstram a relação direta entre a falta de luz e o aumento da sinistralidade. O relatório recente de sinistralidade por despistes do INTRAS (Instituto de Tráfego e Segurança Rodoviária) corrobora esta necessidade. Embora o estudo se foque em troços interurbanos, as suas conclusões são fundamentais: a visibilidade deficiente está diretamente ligada a uma maior percentagem de sinistros, chegando a aumentar o risco quando a via não conta com luz artificial. A escuridão prolongada reduz a capacidade de perceção do condutor, especialmente sobre objetos estáticos na faixa de rodagem ou veículos parados, aumentando a probabilidade de colisões frontais ou despistes.

A iluminação adaptativa em Smart Cities mitiga este risco através de:

  • Ativação a pedido (atenuação tática): Ao aumentar a luz apenas perante a presença de um utilizador, o sistema garante a máxima visibilidade no momento preciso em que ocorre o risco potencial.

  • Priorização de peões em cruzamentos: Através da deteção por sensor, a intensidade luminosa sobre as passadeiras pode ser aumentada de forma focalizada, protegendo os utilizadores mais vulneráveis e dando-lhes prioridade visual.

  • Conforto e habitabilidade: Gera uma sensação de segurança e bem-estar, promovendo o uso do espaço público e a mobilidade ativa (pedonal e ciclável) em horário noturno, um fator chave para a qualidade de vida nas Smart Cities.

3. A iluminação como plataforma IoT e fonte de Big Data urbano

O verdadeiro salto da iluminação adaptativa é o seu papel transformador como plataforma IoT (Internet das Coisas) dentro dos Sistemas de Transporte Inteligentes (ITS). As luminárias das Smart Cities já não emitem apenas luz; atuam como uma rede densa de sensores ligados a um software de gestão centralizado.

  • Sensores para a gestão da mobilidade: Os nós de iluminação equipados com sensores de movimento, radar ou câmaras de baixo consumo tornam-se pontos de recolha de dados urbanos.

    • Controlo de Fluxo: Medem a densidade de tráfego e o fluxo pedonal em tempo real para otimizar a iluminação e gerar heatmaps de mobilidade.

    • Integração com Plataformas de Emergência: O sistema de iluminação pode ligar-se à rede de tráfego. Se for detetado um acidente ou se se aproximar um veículo de emergência, a iluminação nesse troço aumenta automaticamente para melhorar a visibilidade e desimpedir a via.

  • Serviços Multi-Purpose e conectividade: A infraestrutura luminosa torna-se um suporte essencial para outros serviços de Smart City, oferecendo soluções de valor acrescentado:

    • Monitorização ambiental (qualidade do ar, ruído).

    • Pontos de carregamento para veículos elétricos ou bicicletas.

    • Hotspots para o desenvolvimento de redes Wi-Fi públicas ou 5G de baixa potência.

  • Planeamento informado (Big Data): Os dados anónimos e agregados recolhidos pelas luminárias (fluxo pedonal, dados ambientais, padrões de uso) são processados como Big Data para o planeamento urbano, ajudando as autoridades a tomar decisões precisas sobre o design de infraestruturas sustentáveis (localização de ciclovias, alterações em rotas de transporte ou reordenamento de espaços públicos).

4. Sustentabilidade ambiental: Redução da poluição luminosa

Um benefício muitas vezes subestimado da iluminação adaptativa é a sua contribuição para a sustentabilidade ambiental, especificamente através da redução da poluição luminosa.

  • Céus escuros (Dark Skies): Ao modular a intensidade e direcionar o feixe de luz (graças às óticas avançadas de LED), minimiza-se a luz que é projetada para o céu (fluxo hemisférico superior). Isto protege os ecossistemas noturnos, reduz o impacto na fauna (especialmente aves e insetos) e permite aos cidadãos desfrutar de um céu noturno menos poluído.

  • Ajuste espectral: A capacidade de selecionar a temperatura de cor da luz LED (geralmente abaixo dos 3000K) reduz a emissão de luz azul, que é a mais prejudicial para os ciclos de sono humano (ritmos circadianos) e a que mais dispersão luminosa gera na atmosfera, contribuindo para um ambiente urbano mais saudável.

A iluminação inteligente transforma a iluminação pública de um serviço fixo e passivo para um elemento dinâmico, eficiente e central na gestão digital e sustentável das Smart Cities.


ITS: o motor da transformação das cidades inteligentes

A tecnologia está a mudar a forma como nos deslocamos, gerimos as infraestruturas urbanas e asseguramos a segurança rodoviária. É neste cenário que os Sistemas ITS (Intelligent Transportation Systems) constituem a base tecnológica das Smart Roads e das cidades inteligentes. Combinando sensores, software avançado e comunicações em tempo real, os ITS permitem uma gestão do tráfego eficiente, orientada para a segurança e a sustentabilidade.

Em Espanha, iniciativas como o Plano de Recuperação, Transformação e Resiliência, o plano ITS da DGT, o programa MOVES ou os Fundos Next Generation EU colocam os Sistemas ITS no centro da digitalização da mobilidade urbana. Para câmaras e entidades públicas, perceber as vantagens destas tecnologias é crucial para investir inteligentemente e modernizar as cidades.

Sistemas ITS: o que são e para que servem

Os Sistemas ITS são um conjunto de tecnologias integradas nas infraestruturas de transporte para melhorar a mobilidade, reduzir acidentes e aumentar a eficiência energética. Combinam sensores, dispositivos de controlo, plataformas digitais, algoritmos preditivos e comunicação veículo-infraestrutura (V2I) para gerir de forma automatizada a mobilidade em tempo real.

Estes sistemas incluem desde semáforos adaptativos até redes completas de Equipamento ITS, como Painéis de Mensagem Variável (VMS), câmaras, radares, estações meteorológicas e centros de controlo. Graças à sua conectividade, todos os elementos funcionam como nós de uma rede que aprende, responde e evolui.

Sistemas ITS no centro das Smart Roads

As Smart Roads, ou estradas inteligentes, representam uma nova geração de infraestruturas viárias capazes de antecipar problemas e comunicar com veículos e utilizadores. Deste modo, os Sistemas ITS permitem:

• Detetar em tempo real a densidade do tráfego e adaptar os fluxos automaticamente.
• Ativar alertas personalizados sobre obras, acidentes ou condições meteorológicas adversas.
• Coordenar os semáforos em função do tráfego real, reduzindo tempos de espera e emissões.
• Apoiar a condução autónoma graças a sinais digitais e conectividade 5G.
• Fornecer dados a plataformas como a DGT 3.0 ou a Smart City Madrid para apoiar a tomada de decisões urbanas.

Além de melhorar a mobilidade, este enfoque reforça a segurança rodoviária, antecipando riscos e prevenindo acidentes.

Aplicações reais dos Sistemas ITS em Espanha

Em Espanha já há vários exemplos de aplicação de Soluções ITS, tanto em zonas urbanas como interurbanas:

Madrid conta já com sistemas semafóricos inteligentes capazes de se adaptar em tempo real ao fluxo de veículos, peões e ciclistas. Estes semáforos dão prioridade a veículos de emergência como ambulâncias ou autocarros urbanos, o que reduz os tempos de resposta e melhora a mobilidade.

Em Barcelona foram implementadas plataformas ITS avançadas ligadas a uma rede densa de sensores. Estas permitem otimizar a gestão do tráfego privado e do transporte público, apoiar decisões automatizadas em tempo real e melhorar a experiência do utilizador.

Na A-8 (País Basco) foi desenvolvido um sistema completo de gestão dinâmica da velocidade, especialmente útil em condições meteorológicas adversas. A infraestrutura combina Painéis de Mensagem Variável (VMS), estações meteorológicas e câmaras de vigilância ligadas em rede, o que torna possível ajustar limites de velocidade e enviar alertas automáticos aos condutores.

Málaga destaca-se pelo seu Centro de Gestão de Tráfego, que utiliza inteligência artificial para analisar padrões de mobilidade urbana. A informação serve para reajustar dinamicamente a sinalização rodoviária, reduzindo os congestionamentos e melhorando a segurança no imediato.

Em Valência, foi instalado o primeiro atenuador de impacto SMART da cidade, com tecnologia PLUG&META®, num dos pontos urbanos mais críticos. Este dispositivo é capaz de absorver impactos a velocidades até 80 km/h e, graças à sinalização luminosa integrada, aumenta a visibilidade do aviso de impacto frontal. Em caso de acidente, envia de imediato uma notificação ao Centro de Gestão de Tráfego do município, permitindo uma resposta rápida das autoridades. Esta tecnologia transforma o equipamento rodoviário tradicional num sistema inteligente que previne acidentes, otimiza a sinalização e melhora a segurança dos utilizadores.

Muitos municípios mais pequenos também estão a apostar em soluções ITS básicas, financiadas por fundos europeus. Entre as mais comuns encontram-se passadeiras inteligentes, câmaras de leitura de matrículas e painéis informativos dinâmicos, que contribuem para melhorar a mobilidade local, reduzir a sinistralidade e modernizar os centros urbanos de forma acessível e eficiente.

Benefícios para os cidadãos e a administração pública

Os Sistemas ITS oferecem vários benefícios tanto para a população como para os gestores públicos, nomeadamente:

Para os cidadãos:

• Maior segurança rodoviária, com alertas dinâmicos e sinalização adaptada ao contexto real.
• Menor tempo nas deslocações urbanas.
• Redução do consumo de combustível e do stress ao conduzir.
• Informação mais clara, atualizada e acessível através de apps, VMS ou plataformas digitais.

Para as entidades públicas:

• Melhoria na gestão do tráfego sem necessidade de grandes infraestruturas físicas.
• Redução de custos operacionais através da automatização.
• Acesso a dados úteis para criar políticas públicas baseadas em evidências.
• Alinhamento com os objetivos europeus de descarbonização e cidades sustentáveis.

Segundo dados do Observatório de Mobilidade Metropolitana (OMM), as cidades que implementaram ITS conseguiram reduzir até 15% o tempo médio de viagem e 20% as emissões de CO₂ em áreas de elevada densidade de tráfego.

Um aliado estratégico no financiamento público e na transformação urbana

Os Sistemas ITS são uma peça-chave para a modernização urbana, sobretudo para municípios que procuram aceder a fundos europeus destinados à mobilidade sustentável, transformação digital e combate às alterações climáticas.

Graças à sua flexibilidade, as soluções ITS podem ser implementadas em grandes capitais, bem como em cidades médias ou pequenas, com investimentos ajustados e resultados mensuráveis a curto prazo.

Além disso, a integração com plataformas de Smart City permite uma visão de 360º do território, apoiando decisões estratégicas que vão desde a gestão do tráfego até ao planeamento urbano ou à segurança pública.

Os Sistemas ITS não representam apenas uma evolução tecnológica: são o coração funcional das cidades inteligentes, capazes de transformar a forma como nos deslocamos, nos conectamos e vivemos no espaço urbano. Para câmaras municipais, consórcios de transporte ou governos regionais, investir neste tipo de soluções é apostar em eficiência, segurança e sustentabilidade.

Com o apoio do financiamento público e a experiência de empresas especializadas, a implementação destes sistemas nunca foi tão acessível. É essencial compreender que o futuro da mobilidade urbana já começou — e está a ser impulsionado pela inteligência digital.


Vantagens do cordão de ciclovia interurbano e o seu papel nas cidades inteligentes

Um aumento do número de utilizadores de bicicletas nas cidades face a uma diminuição do número de pessoas que utilizam carros são sempre boas notícias. Estas alterações costumam indicar uma evolução na mobilidade e na evolução para uma cidade inteligente mais sustentável. Neste artigo dizemos-lhe para onde é que se estão a mover as cidades e estimulámo-lo a que, seja qual for o seu papel, tente colaborar com a passagem para a mudança.

Uma cidade inteligente é a que cuida dos seus habitantes e do planeta

Um dos objetivos de uma cidade inteligente é garantir a segurança dos cidadãos quanto à mobilidade urbana, instalar sistemas de proteção ativa ou a comunicação veículos-sinalética para a comunicação e prevenção de acidentes.

Atualmente as cidades veem-se obrigadas a responder à crescente urbanização, melhorando a fluidez do tráfego nas suas ruas, para assim ajudar na redução da contaminação e melhorar a qualidade de vida dos seus cidadãos. A implementação da maioria dos projetos para converter as cidades tradicionais em inteligentes começa precisamente com soluções para o transporte urbano, onde pequenas alterações implicam grandes benefícios a curto prazo para os cidadãos.

O transporte nas cidades tem vários aspetos que é necessário avaliar para se otimizar a sua expansão correta, a partir da organização dos fluxos de tráfego para otimizar os trajetos e o consumo de combustível, passando pela localização das novas paragens ou desvios. Atualmente, na grande maioria das cidades, o foco está centrado no aumento da atração para o uso do transporte público, ligando cada vez mais pontos estratégicos, melhorando assim a sua qualidade.

Uma das formas que têm para aumentar as ligações entre os diferentes pontos da cidade é facilitar a comunicação dos passageiros, tanto localizando as paragens em sítios mais convenientes para o trajeto como a criação de ciclovias e trajetos pedonais para ligarem os pontos de uma forma muito mais eficiente.

Quais as vantagens da ciclovia?

Quando se implementa um novo trajeto de ciclovia, faz-se pensando em ligar pontos dentro de uma mesma cidade, ou inclusive troços entre cidades. Muitas vezes criam-se trajetos aproveitando velhos leitos de rios ou podem localizá-las separadas do trânsito rodoviário, mas muitas outras não é possível, pelo que deve conviver com os restantes veículos numa mesma estrada.

Com uma organização adequada de ciclovias interurbanas, os ciclistas têm uma oportunidade muito boa de chegar comodamente ao lugar aonde necessitam de chegar. Mas, já alguma vez pensou nos benefícios da implantação de uma ciclovia na sua cidade?

Segurança para o ciclista

A primeira coisa que nos vem à cabeça é a segurança que é oferecida ao ciclista ao criar um trajeto específico para a sua circulação, minimizando assim o risco de acidente.

Quando uma via de comunicação é segregada para dar lugar a diferentes tipos de tráfego reservam-se espaços para cada um deles, impossibilitando que transitem todos juntos, pelo que o ciclista se sente mais seguro e pode ir mais relaxado sem necessidade de se ir esquivando de perigos reais ou potenciais.

Poupança para os cidadãos

A instalação de ciclovias nas cidades permite que os cidadãos possam pensar no uso da bicicleta como um método de transporte viável na cidade. Com a abertura de novos trajetos pode trocar o carro por este meio de transporte, representando assim uma poupança no orçamento mensal de combustível.

Maior fluidez

É um facto que uma bicicleta ocupa menos do que um carro ou um autocarro. Numa ciclovia pode circular simultaneamente uma maior quantidade de pessoas do que dentro de uma faixa reservada a automóveis, pelo que a bicicleta se converte num tipo de transporte rápido e fluido dentro e fora da cidade.

Melhoria estética do ambiente

A criação de vias segregadas permite a conceção de novos espaços em que se pode adicionar mobiliário urbano e sistemas de segurança. A conceção dos separadores, as barreiras, a criação de pequenas zonas verdes confinantes com a ciclovia convertem as ciclovias num elemento definidor da paisagem.

Compromisso com o meio ambiente

 

Para além do ponto anterior, muitos destes novos mobiliários ou barreiras são fabricados com materiais recicláveis como as guardas de segurança ou barreiras de segurança, ou os separadores de ciclovia fabricados com plásticos provenientes de resíduos. Reciclando assim, os desperdícios urbanos são convertidos em mobiliário.

Como é que as ciclovias do futuro serão?

Como vimos, a implantação de ciclovias proporciona numerosos benefícios à sociedade. Existem numerosos estudos como o de "Access to bike lanes and childhood obesity: A systematic review and meta-analysis" publicado em Obesity Reviews, que é uma revisão de 21 estudos sobre saúde e mobilidade em que se demonstrou que o acesso a uma ciclovia foi associado a um aumento da atividade física das crianças e adolescentes.

Isto leva-nos a pensar sobre como serão as ciclovias do futuro. Com o aumento do número de ciclovias, existem propostas interessantes com as quais se pode melhorar ainda mais este tipo de vias.

Ciclovias solares

Na Holanda já existe um projeto de ciclovia com placas solares na sua superfície. Batizaram-no como Solaroad e é capaz de gerar energias renováveis com as suas células fotovoltaicas. Mas existem outros, como na Coreia do Sul, entre as cidades de Sejong e Daejon. Uma ciclovia de 32km de comprimento com teto solar que fornece energia ao mesmo tempo que protege os ciclistas do sol e das condições climáticas.

Ciclovias tecnológicas

No sul de Londres criaram um cruzamento interativo chamado Starling Crossing (STigmergic Adaptive Responsive LearnING Crossing) que se adapta ao tráfego em tempo real, decidindo quem tem preferência em cada momento. Por outro lado e seguindo esta linha, em Copenhaga os semáforos foram sincronizados para facilitarem a circulação continuada de bicicletas.

Ciclovias flutuantes

O Thames deckway é uma das propostas mais ambiciosas quanto a ciclovias nas cidades do futuro. Uma ciclovia flutuante através do rio Tamisa, ligando assim quase 10km da capital britânica.

Ciclovias na rede de metro

Outro dos projetos provenientes da capital britânica é o London Underline. Porque não aproveitar as infraestruturas existentes e que estão subutilizadas? Este projeto propõe a utilização da rede de metro e das vias subterrâneas existentes e fora de uso para as reabilitar e reabrir aos peões e ciclistas.

Seja qual for o tipo de projeto, as ciclovias necessitam de elementos de segurança que protejam as pessoas e ajudem a separar os diferentes tipos de veículos que convivem na estrada. Na Metalesa dispomos de uma vasta gama de equipamentos para a mobilidade urbana. Contacte-nos e teremos muito gosto em ajudá-lo(a) a escolher a melhor solução para o seu projeto.

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Smart Cities, um ecossistema repleto de oportunidades

Neste momento não dedicaremos muito tempo a definir uma Cidade Inteligente. Se deseja aprofundar o conceito da Smart City, convidamo-lo(a) a rever o artigo sobre o que é uma Smart City que já partilhámos há alguns meses.

Para complementar estas informações, hoje exploraremos alguns exemplos reais de Smart City, e tendências de linhas de trabalho que, com o tempo, se está a verificar que são as que têm mais impacto no serviço aos cidadãos.

Alguns exemplos de Smart City

Nos Emiratos Árabes Unidos foi criada uma cidade cujo objetivo não é apenas que seja sustentável, mas também que seja autoabastecida de recursos naturais. Trata-se da Cidade de Masdar, em Abu Dabi. Entre os seus muitos planos, contam com edifícios inteligentes que autorregulam a temperatura interior, e com sistemas de minimização dos efeitos do sol. O transporte público é autónomo e a rede elétrica é abastecida a 100% por placas solares.

Nova Iorque é uma das cidades mais povoadas a nível mundial e uma das referências de Smart City nos Estados Unidos. Em 2015 foram introduzidos os chamados ‘BigBelly’, contentores de lixo equipados com sensores sem fios para controlarem a sua capacidade, permitindo que o serviço de recolha de resíduos programe os trajetos de uma forma mais inteligente. Este sistema inclui um compactador de lixo que funciona com energia solar, e que ajuda a aumentar cinco vezes a capacidade do contentor.

Em Amesterdão 67% das deslocações pelo centro da cidade são efetuadas de bicicleta. Embora pareça incongruente num contexto de promoção da mobilidade sustentável, ocasionam-se autênticos engarrafamentos em horas de ponta. Durante os últimos anos a cidade implantou uma rede de sensores e um sistema de gestão de tráfego de utilizadores de bicicletas, de tal forma que, durante essas horas de maior ocupação, se podem definir e propor aos utilizadores trajetos alternativos para agilizar as deslocações.

O caso de Barcelona

Também podemos encontrar muitos exemplos de projetos orientados para a Smart City na Espanha, por exemplo, em Barcelona.

Os sistemas de transporte urbano introduziram autocarros híbridos, painéis solares nos abrigos e os trajetos da rede de autocarros foram otimizados para se poderem fazer 95% das viagens com um máximo de um único transbordo entre quaisquer dois destinos da cidade. Tudo isto graças ao big data e à análise dos fluxos e percursos dos utilizadores.

A gestão de resíduos também incorporou tecnologia digital de um modo semelhante ao de Nova Iorque. Um sistema de contentores com capacidade de gerar um sistema de vácuo permite a eliminação de maus odores; simultaneamente, incorpora sensores de capacidade disponível em tempo real que comunicam com um sistema centralizado que permite a otimização diária dos trajetos ótimos.

Em toda a cidade se usa um sistema de iluminação pública inteligente com lâmpadas de baixo consumo e sensores que podem medir a humidade, temperatura, contaminação ambiental e a presença de pessoas ou ruído. Deste modo, adapta-se a intensidade da iluminação de forma autónoma, reduzindo a despesa com a energia. Esta costuma ser uma das primeiras medidas a ser implementada em qualquer Smart City, dado que oferece uma poupança direta na fatura da eletricidade a um custo muito razoável e com tecnologia já muito testada em ambiente real.

Tendências para as Cidades Inteligentes

As cidades inteligentes não são uma coisa do futuro, são muito mais uma coisa do presente. Remetemo-nos aos exemplos anteriores sobre a forma como um serviço público pode ser otimizado com a aplicação de projetos tecnológicos. Mas nem tudo vale. Podem-se inventar soluções disruptivas e implementar projetos engenhosos, mas a médio prazo, quais é que terão realmente um êxito real colonizando a maioria das cidades? Quais as ideias ou tecnologias ou serviços que captarão a atenção e os orçamentos das administrações municipais?

A primeira reflexão é que isto dependerá de cada cidade. Dependendo da sua localização, população, cultura, idiossincrasia ou até mesmo perfil político dos seus governantes num dado momento, definirá os seus desafios prioritários. Uns defenderão a gestão do tráfego e a mobilidade sustentável, outros a gestão da água e outros a segurança dos cidadãos, entre muitas eventuais linhas de trabalho.

A identificação dessas motivações para se apresentarem as propostas mais adequadas aumentará a probabilidade de uma oportunidade se converter num projeto real.

Dito isto, se analisarmos estatisticamente os projetos mais habituais, vemos tendências comuns.

Infraestrutura tecnológica Interoperabilidade dos dados

Uma Smart City não o será se não tiver sensores que recolhem um fluxo de dados sobre os quais se podem tomar decisões para melhorar ou gerir os recursos de que se dispõe. Esta informação já demonstra um grande volume e será exponencialmente crescente no futuro. Por isso, é necessário trabalhar com uma capacidade de armazenamento suficiente, com redes de comunicação robustas e com o software de gestão mais centralizado e aberto possível que garanta o tratamento correto de dados em tempo real e a interoperabilidade entre serviços e administrações. Sem investir nestas capacidades de infraestrutura tecnológica, é quase impossível avançar na implementação da Smart City.

Cibersegurança

Todos os dados recolhidos e armazenados são uma informação de grande valor que deve ser protegida para se evitar a cibercriminalidade. Lembremos que muitos deles podem fazer referência a dados pessoais ou de hábitos de comportamentos de cidadãos, que esperam uma máxima privacidade em troca pela entrega dos mesmos.

Por isso, a cibersegurança é um dos aspetos críticos em que as administrações devem trabalhar. Os cidadãos só entrarão na onda da Smart City se sentirem até certo ponto a confiança de que os seus dados estão protegidos, e que não é feito uso fraudulento, partidário ou económico dos mesmos.

Gestão inteligente do tráfego

Nas grandes cidades o tráfego costuma ser um problema significativo que cria grandes preocupações nos gestores e nos cidadãos. Além disso, as suas consequências em índices de contaminação atmosférica e de ruído são muito negativos.

A implantação de tecnologia (câmaras, sensores, etc.) que permita a obtenção de dados em tempo real sobre o tráfego para se poderem otimizar trajetos é uma linha de trabalho evidente. Para tal, deve-se considerar o aproveitamento do equipamento urbano clássico como plataforma em que se possa integrar tecnologia digital. Por exemplo, os sistemas de contenção inteligentes podem conter impactos quando há saídas de via, mas também prevenir acidentes e apresentar informação estatística em tempo real.

Metaurban® SMART

Primeiro parapeito certificado com segurança ativa

¡Descobrir!

Serviço de iluminação pública ou gestão de resíduos

A iluminação pública constitui uma despesa muito elevada para a fatura da cidade. Há muitos anos que se confirmou que um investimento em tecnologia LED controlada autonomamente para a regulação da iluminação é um projeto robusto tecnicamente e rentável a médio prazo.

A digitalização do serviço de recolha de resíduos foi iniciada posteriormente mas como expusemos, já há numerosos projetos-piloto nesta linha.

Projetos úteis para as Cidades Inteligentes

As Smart Cities não podem ser a nova desculpa para se colocarem serviços tecnológicos sem valor. Cada proposta deve demonstrar quantitativamente eficiência em recursos, sustentabilidade, informações úteis ou uma melhor experiência para as pessoas. E idealmente vários destes benefícios combinados.

Na Metalesa estamos há muitos anos a trabalhar para proporcionarmos soluções ótimas para as Cidades Inteligentes, pensando no benefício último que será obtido pelos cidadãos, por exemplo, a nossa Metaurban® SMART, a primeira guarda de segurança urbana inteligente do mundo com segurança rodoviária ativa, que não só contém mas, além disso, previne e informa. Uma grande inovação que convida o setor privado a transformar o equipamento urbano e levá-lo a uma nova dimensão, integrando-o no ecossistema da Smart City.

Tanto se for de uma administração pública e procurar ideias, como uma empresa interessada em desenvolver novos produtos e procurar alianças, não hesite em contactar-nos. Teremos muito gosto em ajudá-lo(a) e explorar vias de colaboração.

 

 


urbanismo

Dia Mundial do Urbanismo: a importância do planeamento sustentável nas cidades

Sabia que em cada dia 8 de novembro se celebra o Dia Mundial do Urbanismo? O seu objetivo é promover o planeamento urbano nas nossas cidades que contemple a sustentabilidade como o seu eixo central.

O crescimento da concentração humana nas cidades e o aumento de habitações e tráfego em zonas urbanas são fenómenos sociais a que estamos a assistir há décadas, e para os quais o planeamento urbano tem que dar soluções. Mas não vale qualquer solução.

À medida que as cidades crescem, mais necessidades e desafios nos são apresentados, e o meio ambiente é indubitavelmente prejudicado por isso, o que não nos podemos permitir na sociedade atual. O facto de as cidades estarem a crescer não é um problema em si; apenas precisam de se expandir e evoluir, pensando cada vez mais em termos de modelos de Smart Cities, baseados na colaboração dos cidadãos, no planeamento, na criatividade e logicamente, aproveitar a tecnologia para serem mais sustentáveis. Só deste modo é que se consegue uma inovação urbanística e social que crie a eficiência necessária nas cidades.

Como é que podemos conseguir uma cidade mais sustentável através do planeamento urbano?

Construção de zonas recreativas ou ‘ambientes saudáveis’.

Cada vez se concentram mais pessoas nas cidades, o que gera uma alta concentração de pessoas em zonas muito concretas, onde o meio ambiente fica prejudicado e, por conseguinte, a qualidade de vida dos seus habitantes.

Com espaços saudáveis referimo-nos a zonas como parques, praças ou qualquer tipo de áreas recreativas urbanas que ajudem a dissipar as concentrações populacionais. Neste sentido, embora o planeamento urbano desempenhe um papel fundamental, também é necessário que as pessoas tomem consciência. Um grande exemplo na cidade de Valência é o antigo leito do Rio Turia, um espaço verde de quase 10km de comprimento que percorre o centro da cidade e garante um pulmão de oxigénio a todos os seus habitantes.

 

Edificação de habitações

Como mencionámos anteriormente, cada vez se concentram mais pessoas nas cidades, pelo que é necessário expandir as zonas urbanizáveis. O problema é que por vezes não há outro remédio que não seja edificar em áreas próximas de infraestruturas como estradas, vias férreas, aeroportos ou zonas industriais. Qualquer um destes cenários introduz diferentes fatores de risco que prejudicam significativamente a qualidade de vida das pessoas que ocupam essas zonas.

Neste sentido, uma das decisões que devem estar incluídas no planeamento urbano é a instalação de barreiras acústicas nas urbanizações em que um estudo acústico determine que são zonas suscetíveis de ruído excessivo.

Mobilidade urbana

Num post recente falámos de soluções de mobilidade e segurança em ambientes urbanos, dado que os problemas e desafios de circulação estão a começar a emergir como uma prioridade para os gestores das cidades.

Com efeito, muitas cidades estão a adaptar-se a novas fórmulas de mobilidade sustentável. Por exemplo, há muitos anos que está a ser fomentada uma consciência mais sustentável relativamente à mobilidade urbana através do uso de bicicletas.

Isto reflete-se no facto de a maioria das cidades ter em funcionamento um reordenamento urbano que inclui um plano ambicioso de implantação de ciclovias.

Por outro lado, o fenómeno social das trotinetes elétricas veio para ficar. Atualmente as trotinetes circulam pela ciclovia, mas quem sabe se no futuro se planearão traçados urbanísticos específicos, tendo por objetivo garantir a diferenciação de veículos e a segurança na mobilidade urbana. É precisamente a este tipo de questões que se pretende dar visibilidade e promoção com o Dia Mundial do Urbanismo.

A inovação através da conceção urbanística: o impulso para a cidade sustentável

A ao longo do artigo falámos-lhes em termos de ‘planeamento urbano’. Não obstante, o verdadeiro motor que permite um desenvolvimento sustentável baseado nas características de uma Smart City é a conceção para a inovação social ou ‘conceção social’.

Inovação e urbanismo por intermédio da World Design Organization (WDO)

A World Design Organization é uma organização que se dedica à promoção da conceção industrial como uma profissão capaz de gerar produtos e infraestruturas que ajudem a criar uma sociedade melhor, com especial foco no meio ambiente.

A WDO reconhece as cidades pelo seu uso efetivo da conceção para estimular o desenvolvimento económico, social, cultural e ambiental, entre as quais se inclui Valência como Capital Mundial da Conceção 2022.

O objetivo desta iniciativa é converter a conceção numa ferramenta de desenvolvimento social e económico sustentável. Neste sentido, a conceção é fundamental para melhorar a qualidade de vida das pessoas e atuar como um agente da mudança. Trata-se de encontrar e reunir propostas criativas que sejam capazes de dar relevância à conceção social e à inovação urbana.

Além disso, embora pelo nome do projeto pareça que tudo começou em 2022, isso não é verdade. O mero facto de Valência já ter sido escolhida como futura Capital Mundial da Conceção, já está a provocar sinergias coletivas para dar visibilidade aos problemas que preocupam nas zonas urbanas, tendo em vista dar-lhes soluções trabalhando do local para o global.

O melhoramento do ambiente implica a investigação e o desenvolvimento de novas fórmulas urbanísticas, às quais a conceção social é capaz de dar respostas que beneficiem os grupos. Não há dúvida de que as nossas cidades estão a mudar para melhor, graças a propostas transcendentais repletas de criatividade, conceção e inovação.


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Soluções de mobilidade e segurança em ambientes urbanos

Estamos a assistir atualmente a uma evolução cada vez mais acelerada das nossas sociedades, e como qualquer avanço, tem a sua parte positiva e a sua parte negativa. Não obstante, isto não é algo novo. Há anos que as cidades enfrentam cada vez mais desafios, devido ao seu crescimento imparável, o aumento do tráfego, o envelhecimento da população, etc. Tudo isto requer que se proporcionem soluções que, a partir da Metalesa, estamos dispostos a oferecer, tendo em vista velar pela segurança urbana.

Graças à nossa trajetória e aos produtos que concebemos, fabricamos e instalamos, somos capazes de dar solução a diversos problemas que se verificam nas cidades, abordados a partir de diferentes frentes:

Mobilidade

A maioria das cidades está imersa num processo de adaptação às novas fórmulas de mobilidade que surgiram há relativamente pouco tempo.

Com o objetivo de velar pela sustentabilidade das cidades, há muitos anos a maioria das cidades começou a estabelecer um novo reordenamento urbano que contemplava as bicicletas nas suas estradas; por isso, começaram a ser ativadas ciclovias para se poder ir a qualquer parte. Agora é muito mais complexo do que isso.

A popularidade das trotinetes elétricas é indubitável, e é um fenómeno que está a crescer. Sustentável, prático, eficaz… Mas também representa um grande desafio em questões de mobilidade. Por este motivo, é necessária a proliferação de novos traçados urbanos tendo em vista garantir a segurança. Que produtos para a segurança urbana é que podemos proporcionar a partir da Metalesa?

Guardas de segurança Urbanas

Trata-se de um sistema de contenção especialmente pensado para ser instalado em vias urbanas, tendo em vista proporcionar segurança e estética em zonas urbanas como ruas, avenidas, rotundas, etc.

Com a instalação de guardas de segurança urbanas nas cidades, pretende-se garantir a segurança, tanto dos peões, como dos ciclistas e das pessoas que utilizam a trotinete elétrica para se deslocar. Além disso, também são utilizadas para a contenção, de forma adequada, dos veículos que circulam por zonas urbanas ou limitadas a 50 Km/h.

Guarda-corpos Ciclopedonais

Além das guardas de segurança urbanas, na Metalesa dispomos de mais produtos destinados à proteção dos grupos que se deslocam pelas cidades utilizando transportes ‘mais vulneráveis’; é um facto que um dos nossos principais objetivos sempre foi velar pela segurança rodoviária.

Os guarda-corpos ciclopedonais são sistemas de contenção para ciclistas e peões. Costumam ser instalados em zonas de estrada por onde circulam bicicletas e ciclomotores. Por isso, é um elemento de segurança que não pode faltar, tendo em vista reduzir a sinistralidade.

A sua altura pode ser de 1,3 m a 1,5 m, dependendo do que for necessário. Além disso, na Metalesa proporcionamos um toque estético aos nossos guarda-corpos ciclopedonais para que se integrem perfeitamente no ambiente.

Pilaretes

Com o mesmo objetivo, para se garantir a segurança em questões de mobilidade, concebemos, fabricamos e instalamos pilaretes para impedirem a passagem de veículos para zonas pedonais.

Trata-se de um poste de aço ancorado no chão, ideal para amortecer choques. Por isso, são imprescindíveis em qualquer zona urbana e estabelecimentos, como centros comerciais, ginásios, estacionamentos abertos, etc.

Acústica

A contaminação acústica é outra das frentes para as quais sempre quisemos encontrar uma solução, e em que é cada vez mais necessário tomar medidas. Nem todos os problemas que uma cidade acarreta são visíveis… O ruído não o é, e pela nossa experiência e contacto com grupos que suportam o mesmo, podemos afirmar que é um problema muito grave.

O crescimento das cidades influenciou o aumento do problema acústico. As cidades foram-se expandindo e, por exemplo, não é rara a presença de urbanizações perto de polígonos industriais. Além disso, embora cada vez se imponham mais limites à passagem de veículos por zonas centrais das cidades, o excesso de tráfego, e a contaminação acústica que implicam, continuam a ser um tema na ordem do dia.

Como é que nos envolvemos a partir da Metalesa para encontrarmos uma solução para o desafio de acabar com o ruído tão prejudicial e que tanto incomoda?

Barreiras Acústicas

As barreiras acústicas ou barreiras antirruído têm por missão minimizar o impacto da contaminação acústica nas cidades. Temos como certo que são necessárias nas estradas, na proximidade da rede ferroviária ou em áreas industriais… mas nem sempre estamos conscientes do nível de ruído com o qual convivemos nas zonas urbanas.

As Nossas Barreiras Urbanas

A crescente preocupação com a qualidade acústica nas áreas urbanas, levou-nos a conceber barreiras urbanas que desempenhem uma dupla função: de proteção e estética. Na Metalesa dispomos de uma grande variedade de barreiras acústicas pensadas especialmente para serem instaladas nas cidades. Barreiras de metacrilato, painéis acústicos de madeira ou metálicos são os mais solicitados pela sua funcionalidade e a sua adaptabilidade ao ambiente.

Equipamento Urbano de apoio

Estamos cada vez mais integrados em sociedades mais avançadas e desenvolvidas em todos os aspetos. Por este motivo, o envelhecimento da população é um fenómeno evidente. A esperança e a qualidade de vida são muito mais elevadas do que há alguns anos, e embora seja um facto positivo, implica que se tenha de adaptar as cidades a esta parte da população, ativando estruturas urbanas para garantir a sua proteção e facilitando as suas capacidades limitadas de mobilidade.

Trata-se de grupos mais vulneráveis para efeitos de segurança. Por isso, é necessário prestar-lhes uma atenção especial. Além das guardas de segurança urbanas e dos guarda-corpos ciclopedonais explicados anteriormente, na Metalesa fabricamos todo o tipo de vedações e guarda-corpos que se adaptam às necessidades requeridas por cada espaço urbano e pelo grupo que nele transita habitualmente, pensando especialmente nos mais idosos.

Guarda-corpos de aço, guarda-corpos com cabo, ou de chapa perfurada são alguns exemplos de vedações urbanas que dotam as cidades de proteção e estilo.

O desenvolvimento das cidades é algo imparável. Por isso, devemos adaptar-nos e assumir os desafios que se apresentam à medida que a sociedade avança. Na Metalesa estamos dispostos a dar solução a estes desafios e teremos muito gosto em ajudá-lo(a) se esse também for o seu objetivo. Para mais informações sobre os nossos produtos urbanos ou para nos pedir orçamento, não hesite em contactar-nos ligando para o nº. 96 088 9944 ou enviando-nos um e-mail para metalesa@metalesa.com.


Dia Mundial do Peão, por cidades seguras

Os "Dias Mundiais" referem-se geralmente a um acontecimento do passado que rememoramos para o celebrarmos. Mas o que é verdade é que estes dias nem sempre são de celebração, sendo por vezes de consciencialização.

Hoje tem lugar o Dia Mundial do Peão, e não se trata precisamente de um dia para celebrar. É um dia que tem origem na memória da primeira vítima pedonal registada: Bridget Driscoll foi atropelada em 17 de agosto de 1897 em Londres, tendo morrido no ato. Não costumamos começar os nossos artigos sobre Segurança Rodoviária com esta crueza. Mas essa é a realidade, dado que infelizmente a lista do registo de mortes por atropelamento continuou a aumentar a partir desse fatídico dia 17 de agosto.

A importância da 'celebração' do Dia Mundial do Peão todos os dias

O objetivo do Dia Mundial do Peão é somar esforços para se garantir um trânsito muito mais seguro para os peões, promovendo espaços adequados para se moverem nas cidades, e lembrando as obrigações que têm, tanto os condutores, como os peões.

Alguns números que devemos considerar

No relatório da DGT do ano de 2019, o número de falecidos nas rodovias foi de 1755 pessoas, uma grande parte das quais, e mais concretamente 53%, eram consideradas vulneráveis, isto é, peões, ciclistas e motoristas. Além disso, o relatório também reportou o aumento de 6% nas mortes em cidades, sendo os falecidos, na sua grande maioria, maiores de 65 anos.

Dito isto, insistimos na importância de sermos responsáveis, quer nos encontremos no 'papel' de peão, quer no de condutor, tanto pela nossa própria segurança como pela dos outros.

O que fazer para  se ser um bom peão?

Pode parecer óbvio, mas acreditem que nunca é demais lembrar estes conselhos.

  • Atravessar sempre pela passadeira de peões.
  • Respeitar os semáforos.
  • Olhar sempre para os dois lados antes de atravessar, inclusive se a via que se vai atravessar for de direção única.
  • Reduzir o uso da tecnologia nas deslocações. É recomendável que se evite o uso de telemóvel, dado que é indubitavelmente uma grande distração, não só quando conduzimos, mas também quando caminhamos pela cidade. Além disso, o uso de auriculares também não é recomendável, dado que o ideal é termos todos os nossos sentidos concentrados na via.

O que fazer para  se ser um bom condutor nas vias urbanas?

  • Respeitar as sinalizações e os limites de velocidade.
  • Respeitar os ciclistas que circulam pela estrada se não houver ciclovia, dado que têm o mesmo direito de circular pela via pública.
  • Manter a distância de segurança entre veículos.
  • Evitar as distrações como o uso de telemóvel.

Segurança Rodoviária Urbana. O que é?

Na Metalesa, temo-nos preocupado sempre em consciencializar para os perigos nas vias, tanto em estrada como nas urbanas; por isso, consideramo-nos um porta-estandarte do conceito de Segurança Rodoviária.

É um facto que a nossa filosofia de empresa vai para além de conceber, fabricar e instalar produtos destinados à segurança rodoviária, dado que também efetuamos esse trabalho de consciencialização social. Não obstante, deve-se admitir que, quando se escuta a expressão 'Segurança Rodoviária', maioritariamente vem-nos à mente a educação rodoviária nas estradas, focalizada na segurança ao volante. No entanto, a Segurança Rodoviária abrange todas as áreas em que se verifica qualquer tipo de deslocação urbana ou interurbana. Neste sentido, ganha especial relevância 'a Segurança Rodoviária Urbana', que foca mais pormenorizadamente as casuísticas particulares da segurança rodoviária no meio urbano.

Dado que no artigo de hoje falamos sobre o Dia Mundial do Peão, é uma oportunidade ideal para o tratamento do conceito de Segurança Rodoviária Urbana, dado que, embora não esteja exclusivamente ligada à segurança do peão, ambas procuram objetivos comuns.

A Segurança Rodoviária Urbana é o conjunto de ações destinadas a prevenir, controlar e diminuir o risco de acidentes nas deslocações das pessoas, tanto a pé como em veículo, nos núcleos urbanos.

Para se pôr em prática a Segurança Rodoviária Urbana, há cada vez mais cidades a optar por aplicar medidas urbanísticas, que incluem o reordenamento do espaço urbano e o fomento da adaptação do comportamento dos utilizadores a este novo espaço.

Um pouco de história urbanística: As Car Cities

Se olharmos para a maioria das cidades, estas foram concebidas sob um modelo de urbanização que generaliza a mobilidade do veículo privado, e esta situação começou a ocorrer aproximadamente a partir da primeira metade do século XX.

Este facto deu lugar às 'Car Cities', cidades em que as infraestruturas ao serviço da circulação de veículos ocupam a maioria dos núcleos urbanos, pelo que as possibilidades de se sofrerem acidentes nas deslocações aumentam consideravelmente.

Não obstante, há cada vez mais cidades que estão a optar por reorganizar as suas conceções urbanísticas e converter os núcleos urbanos em espaços mais pedonais e, portanto, mais seguros para se poder velar pela Segurança Rodoviária Urbana. Por exemplo, a Plaza del Ayuntamiento de Valência já é 100% pedonal após as obras de reorganização urbanística que foram efetuadas há alguns meses.

Decisões e iniciativas das Câmaras Municipais para a promoção da Segurança Rodoviária Urbana

Além de converterem os núcleos urbanos em espaços pedonais, as Câmaras Municipais também tomam outras medidas para garantirem a Segurança Rodoviária Urbana:

  • Melhorar a conceção das ruas e a sinalização, para garantir a convivência de todos os sistemas de deslocação.
  • Controlar e sancionar de forma mais efetiva a indisciplina rodoviária.
  • Considerar a Segurança Rodoviária Urbana como um assunto de saúde pública.
  • Atuar no âmbito da formação dos cidadãos em valores de Segurança Rodoviária.
  • Implantar sistemas de monitorização para melhorar a análise de informação sobre mobilidade e sinistralidade urbana.

Os nossos produtos para garantirmos a Segurança Rodoviária Urbana

Na Metalesa gostamos de dizer que 'a proteção é a nossa meta', e para conseguirmos este objetivo encarregamo-nos de conceber, fabricar e instalar produtos que garantam a segurança em diversas áreas de atuação. No caso da Segurança Rodoviária urbana, os nossos guarda-corpos estão destinados à proteção dos peões e à delimitação de espaços entre zonas pedonais e rodoviárias, entre muitas outras aplicações.

Guarda-corpos ciclopedonais

O guarda-corpos ciclopedonal é um sistema de contenção, tanto para peões, como para ciclistas que circulam pelas vias urbanas, de forma que ajuda a reduzir a sinistralidade nos itinerários pedonais ou ciclistas. Além disso, adapta-se perfeitamente à estética da área urbana.

Guarda-corpos de aço

Os guarda-corpos de aço também são sistemas de contenção para peões. Na Metalesa dispomos de uma grande variedade de modelos capazes de se integrarem perfeitamente na paisagem, dado que dispomos de muitos acabamentos e cores termolacadas.

Guarda-corpos de aço inoxidável

O seu aspeto estético torna-as altamente apropriadas para serem instaladas em qualquer tipo de zona urbana, garantindo a segurança dos peões. Dispomos de um vasto catálogo com conceções únicas e modernas; além disso, podemos fabricar guarda-corpos de aço inoxidável com conceções à medida se o cliente o solicitar.

Guarda-corpos com cabo de aço

Os guarda-corpos com cabo de aço são uma das opções mais elegantes, e logicamente, seguras, para se velar pela segurança dos peões.

Guarda-corpos com chapa perfurada

Tal como acontece com os guarda-corpos metálicos com cabo de aço, os guarda-corpos com chapa perfurada também apresentam um aspeto muito atrativo para a sua instalação em cidades, dado que podem ser fabricadas com qualquer conceção perfurada no material. Dependendo do tipo de perfuração, podem criar uma conceção que proporciona segurança ao transeunte, sem se renunciar à estética nas ruas. Porque garantir a segurança não significa renunciar ao bom gosto!

O que é verdade é que está nas mãos de todos podermos chegar ao objetivo de conseguirmos uma sinistralidade de 0% nas cidades. Pouco a pouco estamos a dar passos que nos aproximam da sua consecução, mas ainda há muito a fazer. Na Metalesa, artigos de informação e consciencialização como o que acaba de ler ou através da instalação dos nossos produtos, tentamos contribuir com o nosso grãozinho de areia. E você, que é que está disposto a fazer pela sua segurança e pela daqueles que lhe importam?

Se necessitar de orçamento para a instalação dos nossos produtos para a Segurança Rodoviária Urbana, não hesite em contactar-nos. Ligue para o nº 96 088 99 44 ou envie-nos um e-mail para metalesa@metalesa.com


SMART CITY

Criamos e acreditamos nas Smart Cities

Em pleno século XXI, as nossas cidades estão imersas num processo de desenvolvimento tecnológico tal que não é absurdo afirmarmos que já estamos a viver naquilo que serão as cidades do futuro, as smart cities. As cidades inteligentes apostam na inovação como força de mudança a nível tecnológico, social e económico. A sua aspiração é melhorar a qualidade de vida dos seus cidadãos e tornar o consumo de recursos mais eficiente e sustentável.

Na Metalesa estamos há muito tempo a investigar para desenvolvermos produtos e serviços que tenham tecnologia SMART, e temos em funcionamento vários projetos para liderarmos o futuro mercado da 'transformação inteligente' das infraestruturas de transporte.

Quais é que são os traços de uma Smart City?

  • Colaboração: Não só as empresas têm voz nas Smart Cities. Trata-se de criar sinergias de colaboração entre empresas, Câmaras Municipais, cidadãos… todos podemos contribuir para o melhoramento da sustentabilidade das nossas cidades!
  • Planeamento: Numa Smart City, as decisões que são tomadas devem ter uma motivação. Que é que falta à minha cidade para que a vida das pessoas se torne mais fácil? Face a uma oportunidade, analisa-se quais as ferramentas tecnológicas e de inovação que estão disponíveis no mercado e desenvolve-se o produto ou serviço.
  • Criatividade: Tecnologia, inovação e criatividade andam de mãos dadas. Esta combinação permite-nos criar soluções que marquem a diferença relativamente ao que se tenha usado anteriormente.
  • Sustentabilidade: É um dos pilares fundamentais das cidades inteligentes. Tudo o que proporcionarmos à nossa cidade deve procurar a sustentabilidade a nível ambiental. O caminho para as Smart Cities é uma evolução positiva em todos os sentidos!

Deste modo, não se trata apenas de inovar. Uma cidade sustentável tem o objetivo de conseguir a eficiência e a sustentabilidade através das pessoas e da tecnologia.

Algumas condições para ser uma Cidade Inteligente

  • Ter um desenvolvimento social, ambiental e económico que se sustente sobre critérios de sustentabilidade.
  • Efetuar uma boa gestão dos recursos naturais.
  • Que os cidadãos estejam comprometidos com os valores que caracterizam uma Smart City.
  • Infraestruturas e equipamento urbano dotado de tecnologia para prestar serviços públicos que tornem a vida dos cidadãos mais fácil.

Na Metalesa criamos Smart Cities

Não só as criamos, mas também acreditamos nelas. Desde o nosso início, a nossa visão e os valores que nos caracterizam sempre estabeleceram como prioridade sermos uma empresa de ponta, e atualmente estamos bem conscientes das grandes oportunidades que as cidades nos oferecem a nível de inovação. Por este motivo, ao longo da nossa trajetória pudemos proporcionar a nossa experiência às cidades que necessitaram dos nossos serviços. Por exemplo, todos os nossos processos são efetuados sob a filosofia da indústria 4.0, isto é, utilizamos a tecnologia em todas as áreas de atuação da nossa empresa.

Os nossos sistemas de contenção modernos foram concebidos para se incorporarem no ecossistema futuro de uma Smart City, partindo sempre do que é básico: garantir a segurança rodoviária. Em última análise, os benefícios da vida numa cidade inteligente são numerosos, dado que se alimentam dos melhoramentos nas tecnologias da informação e da comunicação para aumentarem exponencialmente a sua eficácia, sempre ao serviço dos cidadãos. Aposta numa cidade inteligente? Contacte-nos e mostrar-lhe-emos todas as possibilidades que oferecemos em tecnologia, inovação e criatividade para as cidades.