Amortecedores de impacto conectados: O próximo passo para a estrada inteligente

A evolução para a mobilidade conectada está a transformar a fisionomia das nossas estradas. Os elementos de segurança passiva, tradicionalmente estáticos, estão a dar lugar a uma nova geração de Equipamento ITS (Sistemas de Transporte Inteligentes). Neste contexto, os amortecedores de impacto conectados representam um avanço interessante: convertem um dispositivo de contenção vital num nó de comunicação em tempo real.

Esta tecnologia funde o comportamento mecânico dos amortecedores com o potencial do IoT, criando um sistema que não só protege vidas no impacto, como acelera a resposta sanitária e a gestão da ocorrência.

A base do sistema: Equipamento seguro, eficaz, competitivo e de fácil adequação à estrada

Para que um amortecedores de impacto seja "inteligente", deve primeiro acreditar um comportamento mecânico conforme a norma em vigor. A conectividade carece de sentido se o dispositivo não garantir a máxima absorção de energia cinética.

A gama de atenuadores de impacto da Metalesa oferece excelentes prestações físicas. Concebidos integralmente em aço galvanizado para maximizar a sua durabilidade e reciclabilidade, cumprem rigorosamente a norma UNE EN 1317-3. O seu design modular permite cobrir todas as necessidades da via moderna:

  • Versatilidade de Velocidade: Configurações certificadas para níveis de 50, 80, 100 e 110 km/h.

  • Tipologia Redirecionável: Ao contrário dos sistemas antigos, esta gama é redirecionável (R). Isto significa que, perante um choque lateral, o atenuador não só absorve o golpe, como devolve o veículo à faixa de rodagem de forma controlada, evitando que invada zonas de perigo ou caia num desnível.

  • Adaptabilidade Geométrica: A gama inclui modelos Paralelos (ideais para túneis e separadores centrais constantes) e Trapezoidais (Wide ou Semi-Wide), concebidos para proteger bifurcações e obstáculos largos onde o risco de impacto é maior.

O problema latente: A "Hora de Ouro" e os acidentes secundários

Mesmo com o amortecedor mais seguro do mercado, o tempo de reação após o acidente continua a ser um fator crítico. Dados de organismos como a FHWA revelam que por cada minuto que uma via permanece obstruída, a probabilidade de um acidente secundário aumenta 2,8%. Além disso, reduzir o tempo de resposta médica em 1 minuto aumenta as probabilidades de sobrevivência da vítima até 6%.

É aqui que a tecnologia de amortecedores inteligentes faz a diferença, eliminando a dependência de avisos manuais ou casuais.

Inteligência Integrada: Conetividade PLUG&META®

A inovação reside em dotar esta robusta estrutura de aço de uma "camada digital" que permita elevar este tipo de equipamentos ao nível avançado da segurança rodoviária ativa, da prevenção de acidentes e respetiva notificação. Graças à tecnologia PLUG&META®, a gama de amortecedores da Metalesa está preparada para a ligação. Sensores integrados monitorizam o dispositivo sem alterar as suas propriedades mecânicas nem a sua certificação.

O funcionamento do sistema fecha o ciclo de segurança em três fases:

  1. Deteção e Sinalização: Sensores integrados no dispositivo detetam o impacto e ativam uma balizagem luminosa integrada para alertar outros condutores que se aproximem do local. Também podem ser ativados sinais verticais remotos localizados antes do ponto de impacto.

  2. Transmissão IoT: O sistema envia um alerta geolocalizado imediato através de redes NB-IoT ou 4G/5G para o centro de controlo, para a DGT 3.0 ou outras plataformas de dados.

  3. Gestão: Os serviços de emergência e de gestão da via recebem a notificação em tempo real da ocorrência com a localização precisa do atenuador impactado, permitindo um destacamento imediato de apoio ao tráfego e às vítimas do sinistro.

Eficiência operacional e manutenção

Além da emergência, a digitalização oferece vantagens económicas tangíveis. A capacidade de gestão remota permite realizar uma manutenção preventiva baseada na condição real dos equipamentos.

Estima-se que a monitorização remota possa reduzir os custos operacionais de manutenção até 20%. Em vez de enviar patrulhas para verificar visualmente o estado dos amortecedores em autoestradas distantes, o gestor sabe a todo o momento se o dispositivo está operacional ou se sofreu um impacto menor que requeira reparação, otimizando os recursos de conservação.

Segurança sísica e digital

A estratégia da Metalesa demonstra que a segurança rodoviária moderna é um binómio inseparável. Por um lado, uma estrutura física de vanguarda —amortecedores de impacto acreditados pela norma UNE EN 1317-3—; por outro, uma camada de inteligência IoT que liga a infraestrutura aos gestores. Esta abordagem integral não só protege os ocupantes do veículo durante o choque, como assegura a sua assistência imediata após o mesmo, definindo o novo padrão da segurança rodoviária ativa na era das Smart Roads.


Os dados gerados pela estrada: Inteligência aplicada à segurança e conservação rodoviária

A estrada deixou de ser uma infraestrutura passiva e estática para se converter num ambiente dinâmico gerador de informação. Na era da mobilidade conectada, a gestão eficiente da rede rodoviária espanhola já não depende unicamente da maquinaria de obra, mas sim da capacidade de captar, processar e atuar sobre a informação em tempo real.

Esta transformação digital é a chave para a otimização de recursos por parte das administrações públicas. Passar de um modelo reativo para um baseado no conhecimento do dado permite maximizar a disponibilidade da via e garantir a segurança com uma eficiência orçamental sem precedentes.

Da infraestrutura física à digital: Tecnologia de captação

O primeiro passo nesta revolução é a sensorização. No entanto, o desafio histórico tem sido como integrar tecnologia delicada no ambiente duro da estrada sem comprometer a estrutura. A resposta da indústria foi desenvolver sistemas de ligação específicos que transformam o equipamento passivo em suportes digitais inteligentes.

Um exemplo chave é a tecnologia PLUG&META®, uma interface de ligação universal desenhada pela Metalesa que se integra nos sistemas de contenção ou suportes metálicos. Esta inovação permite instalar dispositivos eletrónicos de forma simples e modular, convertendo uma guarda ou outro equipamento de segurança rodoviária num ponto de ligação inteligente sem alterar as suas propriedades mecânicas nem a sua certificação de segurança.

Graças a esta capacidade de integração, é possível recolher dados massivos através de soluções avançadas como o PlugSmart® Pro. Este dispositivo de segurança rodoviária proativa foi concebido especificamente para detetar variáveis críticas que afetam diretamente a sinistralidade, tais como:

  • Deteção de acidentes e obstáculos na faixa de rodagem.
  • Identificação de veículos em sentido contrário e velocidades excessivas.
  • Presença de fauna selvagem ou utilizadores vulneráveis na via.
  • Monitorização de más condições meteorológicas (gelo, nevoeiro, visibilidade reduzida).

O cérebro da gestão: Big Data aplicado à mobilidade

A recolha de informação sobre riscos e eventos alimenta o que conhecemos como Big Data rodoviário. Através de algoritmos avançados e plataformas de gestão integradas, os gestores de infraestruturas podem cruzar estas variáveis heterogéneas para obter uma visão holística da via.

A implementação do PlugSmart® Pro permite compilar dados de riscos e eventos para melhorar a gestão da mobilidade e tomar decisões de sinalização que diminuam a sinistralidade. Este dispositivo não só "escuta" a estrada, como também interage com ela: graças ao seu sistema de iluminação LED controlado, emite avisos visuais automáticos aos utilizadores em função dos eventos de risco detetados (por exemplo, ativando alertas luminosos perante a presença de um animal na faixa de rodagem ou uma redução drástica da visibilidade por nevoeiro).

Rumo a uma manutenção rodoviária preditiva e eficiente

Para além da segurança imediata, o uso de tecnologias IoT e Big Data permite um avanço substancial na operacionalidade diária das estradas. Ao dispor de uma rede de dados constante sobre o que ocorre na infraestrutura, as estratégias de conservação evoluem no sentido da eficiência:

  • Planeamento baseado em dados: A análise dos fluxos e eventos permite detetar troços com maior desgaste ou risco estrutural, permitindo direcionar os investimentos de manutenção de forma estratégica para onde são mais necessários.
  • Otimização de recursos: A monitorização remota permite conhecer o estado do equipamento sem necessidade de deslocações constantes de operários, o que reduz drasticamente os custos operacionais e o desperdício orçamental.

É importante matizar que, enquanto dispositivos como o PlugSmart® Pro se centram na segurança rodoviária e na prevenção de acidentes, a infraestrutura digital global (habilitada por interfaces como PLUG&META®) é a que sustenta a manutenção preditiva a longo prazo.

A integração de soluções ITS e Big Data no equipamento de segurança rodoviária representa o presente das infraestruturas. Ao aproveitar os dados gerados pela estrada, as administrações podem garantir vias mais seguras e tecnologicamente avançadas. A aposta na digitalização não só salva vidas através da prevenção ativa, mas também assegura uma gestão do património público muito mais eficiente e sustentável.


Eficiência Energética na Iluminação: Estratégia da Rede de Estradas do Estado (RCE)

A Rede de Estradas do Estado ($\text{RCE}$), gerida pela Direção-Geral de Estradas (DGC) do Ministério dos Transportes e da Mobilidade Sustentável (MITMA), enfrenta um desafio energético de grande magnitude. A estratégia de eficiência energética tornou-se uma prioridade para reduzir o elevado gasto operacional e alinhar-se com os objetivos da transição ecológica, baseando-se na modernização tecnológica e na telegestão avançada.

1. Contexto e magnitude do gasto energético

O consumo elétrico da RCE é um dos maiores da administração pública. Historicamente, o consumo tem-se mantido em valores próximos dos 145,000,000 kWh/ano, com um custo associado de dezenas de milhões de euros, o que sublinha a urgência da intervenção.

1.1 A Distribuição crítica do consumo

A infraestrutura interurbana apresenta uma distribuição de consumo desequilibrada, concentrando-se principalmente na iluminação e operacionalidade das estruturas fechadas.

Esta dependência do consumo em túneis (onde a iluminação e a ventilação são funções vitais de segurança que não podem ser interrompidas) exige soluções de máxima eficiência que não comprometam os padrões de visibilidade.

2. A Estratégia de Inovação (CPI) e os Três Eixos de Ação

A estratégia da RCE articula-se em torno da Compra Pública de Inovação (CPI), um mecanismo utilizado pelo MITMA para impulsionar soluções tecnológicas que abordem as suas necessidades específicas.

O objetivo central da DGC é alcançar poupanças entre 40% e 50% do consumo total da rede. Isto é conseguido através da atuação coordenada em três eixos de ação fundamentais:

Eixo 1: Requisitos da Luminária (Migração LED)

A migração de tecnologias obsoletas como as lâmpadas de sódio de alta pressão (VSAP) para a tecnologia LED é o primeiro passo, mas deve cumprir requisitos técnicos avançados para garantir a durabilidade e a eficiência a longo prazo num ambiente exigente:

  • Vida Útil Exigida: É exigido que as novas luminárias tenham uma vida útil mínima muito alta, com certificações como L90B10\_100.000h. Isto significa que apenas 10% das unidades podem ter depreciado o seu fluxo luminoso abaixo de 90% do seu valor inicial após 100,000 horas de funcionamento.
  • Redução de Manutenção: A alta fiabilidade é chave para minimizar as intervenções na faixa de rodagem, que são dispendiosas e perigosas.

Eixo 2: Telegestão e Controlo Dinâmico (ITS)

A implementação de um Sistema de Gestão Inteligente (SGI) é fundamental para conseguir os objetivos de poupança através da adaptação dinâmica da luz.

  • Conectividade Padrão: Os nós de controlo que permitem a monitorização remota e a adaptação dinâmica devem ser de padrão internacional, integrando-se através de conectores NEMA ou Zhaga.
  • Funcionalidade ITS: O SGI permite a adaptação dinâmica da iluminação em tempo real às condições ambientais e de tráfego. Nas horas de menor movimento, a intensidade é reduzida a níveis preestabelecidos, mas o sistema deve ser capaz de reativar-se imediatamente perante a passagem de veículos ou em situações de emergência (p. ex., um aviso de acidente ou nevoeiro).

Gráfico Descritivo: Objetivo de Poupança RCE

  • Consumo base (Sem CPI: 145.000.000 kWh/an.
  • Meta de poupança (40%): Reduction of 58.000.000 kWh/an.
  • Consumo objetivo: 87.000.000 kWh/an.

 

Eixo 3: Segurança Rodoviária e Cumprimento Normativo Rigoroso

Nas estradas, a iluminação é um fator de segurança que deve ser gerido com precisão milimétrica, especialmente a alta velocidade. Por isso, o cumprimento da normativa é inegociável e converte-se no terceiro pilar estratégico:

  • Luminância vs. Iluminância: Ao contrário das vias urbanas (onde se mede a iluminância), nas estradas prioriza-se a luminância média (Lm), que é a luz refletida do pavimento para o olho do condutor.
  • Níveis de Exigência: As soluções de iluminação devem garantir os níveis de luminância média requeridos por normativa, que oscilam entre 0,30 e 2,00 cd/m², dependendo da tipologia de via (autoestrada, convencional) e da intensidade do tráfego (IMD).
  • Mitigação do Risco de Sinistros: A gestão eficiente e fiável do sistema de iluminação nos pontos singulares é uma prioridade de segurança rodoviária ineludível. Estudos como o do INTRAS sobre saídas de via demonstraram que a falta de iluminação é um fator que aumenta significativamente o risco e a percentagem de sinistros noturnos, o que justifica o investimento em sistemas inteligentes e fiáveis nos pontos onde a iluminação está normativamente justificada.

3. Visão 2030: Transformação Digital e Sustentabilidade

A iluminação rodoviária inteligente na RCE não é apenas uma medida de poupança, mas sim um componente estratégico da transformação da rede de estradas:

  • Sustentabilidade: A poupança de energia contribui diretamente para os objetivos da Estratégia de Eficiência Energética 2030 da RCE, minimizando a dependência energética e reduzindo a pegada de carbono da infraestrutura.
  • Big Data e Integração ITS: Os nós de telegestão da iluminação transformam-se numa rede de sensores que podem ser integrados no ecossistema ITS do MITMA. Isto permite a recolha de dados ambientais e de tráfego em pontos remotos, cruciais para a manutenção preditiva da infraestrutura e para a tomada de decisões informada no planeamento da mobilidade.

Em resumo, o investimento em iluminação adaptativa para a RCE representa uma mudança de paradigma: de ser um mero custo operacional, a iluminação converte-se num ativo de gestão inteligente que garante a máxima segurança e o cumprimento normativo com a mínima pegada energética.


Gestão de infraestruturas: O desafio do défice de conservação e a importância do inventário de ativos

A manutenção das estradas é um pilar fundamental para garantir a mobilidade e a segurança dos utilizadores. No entanto, o setor enfrenta um desafio estrutural: a gestão de um património que, devido a um défice de investimento acumulado, requer intervenções imediatas.

Para além de debates teóricos, a realidade operacional mostra que a gestão atual deve centrar-se na correção de ocorrências para assegurar a qualidade das infraestruturas. Segundo a recente Auditoria da AEC (Associação Espanhola da Estrada), a deterioração dos elementos funcionais obriga a priorizar a reparação e reposição de ativos para garantir a sua funcionalidade e prolongar o ciclo de vida do produto.

De seguida, analisamos o estado atual da rede e como a tecnologia e o cumprimento da regulamentação de segurança rodoviária são chaves para a recuperação.

1. Análise de situação: Impacto nos custos de manutenção rodoviária

Os dados técnicos revelam um cenário complexo. O défice de investimento resultou num envelhecimento acelerado dos equipamentos instalados. De uma perspetiva técnica, isto implica que grande parte da infraestrutura ultrapassou a sua vida útil ótima e que não se pode esperar que opere com os níveis de desempenho previstos.

Estudos do setor indicam que adiar a intervenção corretiva multiplica os custos futuros e afeta a sustentabilidade rodoviária. Uma estrada sem um asfalto adequado não só é insegura, como aumenta o consumo de combustível dos veículos, elevando a pegada de carbono das infraestruturas. Uma estrada com marcas rodoviárias defeituosas e sinalização vertical deteriorada prejudica a segurança rodoviária. Uma estrada cujos sistemas de retenção estão obsoletos e em mau estado, está menos preparada para ser uma "estrada que perdoa".

2. A base da gestão eficiente: Inventário e inspeção rodoviária

Num ambiente de recursos limitados, é indispensável contar com um inventário exaustivo. Não é viável planear sem um conhecimento preciso da realidade instalada. A tendência para as Smart Roads começa por digitalizar o básico:

  • Georreferenciação: Localização exata de cada ativo.

  • Diagnóstico: Classificar os elementos segundo o seu grau de deterioração.

  • Dados: Utilizar Big Data rodoviário para priorizar atuações em função do risco técnico.

3. Áreas críticas de intervenção técnica

A segurança depende da interação correta de todos os elementos. As deficiências detetadas requerem atuações específicas em quatro grandes blocos, cumprindo sempre com a certificação de produtos rodoviários:

3.1. Pavimentos e piso O piso é o elemento mais exposto ao desgaste. Um pavimento degradado reduz a aderência e aumenta o risco de acidentes. A sua reparação é prioritária para restabelecer a segurança e a eficiência do transporte.

3.2. Sinalização vertical e segurança rodoviária ativa A sinalização tem uma vida útil limitada. O cumprimento da regulamentação de visibilidade noturna é crítico. A reposição deve assegurar os níveis de retrorreflexão exigidos, garantindo que os sinais sejam visíveis e legíveis em qualquer condição, atuando como uma verdadeira infraestrutura ativa.

3.3. Marcas Rodoviárias (sinalização horizontal) As marcas rodoviárias são fundamentais para o condutor humano, especialmente em estradas de âmbito regional, onde costuma haver mais curvas e não costuma haver bermas, sinalização vertical nem iluminação pública. Além disso, mesmo em estradas de alta intensidade, são fundamentais para a mobilidade conectada. Os sistemas de ajuda à condução (ADAS) dependem de linhas bem pintadas e mantidas para operar corretamente.

3.4. Barreiras de segurança e sistemas de retenção avançados Este é um dos pontos mais críticos. O parque atual de guardas metálicas e rails apresenta desafios importantes relacionados com a sua obsolescência, falta de desempenho, proteção contra a corrosão e danos por impactos prévios. Neste sentido, e para garantir a segurança, é imperativo que qualquer substituição ou nova instalação cumpra rigorosamente a norma EN 1317. Isto implica utilizar dispositivos de retenção que tenham superado o ensaio de impacto correspondente, assegurando que o seu comportamento dinâmico (largura de trabalho e nível de retenção) é o adequado para o tipo de via. Além disso, é fundamental considerar a durabilidade das estruturas metálicas através de tratamentos como a galvanização para resistir à intempérie.

4. Tecnologia e sensorização rodoviária

A indústria avança para soluções de manutenção preditiva, como o uso de tecnologias de visão artificial (seja on board num veículo ou a partir do ar com drones), ou o LiDAR, que permitem realizar uma inspeção rodoviária à velocidade do tráfego, digitalizando o estado dos equipamentos a uma altíssima velocidade, com máxima precisão e sem risco para os operários.

Estas ferramentas permitem às administrações evoluir para uma gestão mais otimizada dos ativos e da manutenção, baseada em dados e diagnóstico real dos equipamentos instalados, otimizando cada euro investido na recuperação da estrada.

A melhoria da segurança rodoviária requer enfrentar com coragem e novas ferramentas o défice de conservação, de tal forma que cada euro investido seja útil. Só assim será possível devolver à infraestrutura os padrões de qualidade que a mobilidade atual exige.


Iluminação adaptativa: Eficiência energética em Smart Cities e vias urbanas

A iluminação viária adaptativa afirma-se como um componente fundamental para o desenvolvimento das Smart Cities, integrando a sustentabilidade e a eficiência energética com a segurança e o conforto do peão num único sistema inteligente. No contexto urbano, a iluminação pública ajusta a sua intensidade e padrão luminoso baseando-se em dados em tempo real, priorizando as necessidades específicas das ruas e praças da cidade.

Esta abordagem proativa responde à necessidade crítica das administrações e autarquias de reduzir o elevado consumo elétrico municipal e melhorar a habitabilidade noturna dos seus ambientes.

1. Eficiência energética e a gestão inteligente do consumo

A iluminação exterior representa uma das maiores parcelas de despesa energética dos municípios, consumindo entre 40% e 60% da sua eletricidade total. A implementação da iluminação adaptativa, baseada em luminárias LED de alta eficiência e sistemas de telegestão (LMS – Lighting Management Systems), permite uma otimização sem precedentes.

  • Gestão da procura e dimming dinâmico: A estratégia chave é o dimming (atenuação) seletivo. Em vez de manter uma potência constante toda a noite, a intensidade luminosa é modulada automaticamente. Em horas de baixa atividade, especialmente na madrugada ou em ruas secundárias, a potência pode ser reduzida a níveis mínimos de 20-30% da capacidade total. Apenas aumenta para 100% de forma instantânea e gradual perante a deteção de um peão, ciclista ou veículo.

  • Poupança sustentável e KPI: Esta gestão inteligente pode gerar poupanças energéticas entre 50% e 75% em relação à iluminação tradicional. Esta poupança traduz-se diretamente numa redução significativa da pegada de carbono municipal, contribuindo para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e para os compromissos de transição energética.

  • Manutenção preditiva 4.0: A telegestão de cada ponto de luz (nó) facilita a monitorização remota. O sistema deteta e alerta automaticamente sobre falhas de voltagem, variações de potência, ou falhas iminentes das luminárias (deteção de flickering ou baixo rendimento). Isto transforma a manutenção de corretiva para preditiva, otimizando os recursos humanos e evitando interrupções do serviço.

2. Segurança rodoviária e mitigação do risco noturno

No ambiente urbano, a iluminação é um fator chave na prevenção da sinistralidade, especialmente em pontos críticos de interação entre veículos e peões (cruzamentos, passadeiras, paragens de transportes públicos). Uma iluminação insuficiente não só gera insegurança nos cidadãos, como aumenta o risco de acidentes.

O vínculo com o risco na escuridão: Estudos especializados demonstram a relação direta entre a falta de luz e o aumento da sinistralidade. O relatório recente de sinistralidade por despistes do INTRAS (Instituto de Tráfego e Segurança Rodoviária) corrobora esta necessidade. Embora o estudo se foque em troços interurbanos, as suas conclusões são fundamentais: a visibilidade deficiente está diretamente ligada a uma maior percentagem de sinistros, chegando a aumentar o risco quando a via não conta com luz artificial. A escuridão prolongada reduz a capacidade de perceção do condutor, especialmente sobre objetos estáticos na faixa de rodagem ou veículos parados, aumentando a probabilidade de colisões frontais ou despistes.

A iluminação adaptativa em Smart Cities mitiga este risco através de:

  • Ativação a pedido (atenuação tática): Ao aumentar a luz apenas perante a presença de um utilizador, o sistema garante a máxima visibilidade no momento preciso em que ocorre o risco potencial.

  • Priorização de peões em cruzamentos: Através da deteção por sensor, a intensidade luminosa sobre as passadeiras pode ser aumentada de forma focalizada, protegendo os utilizadores mais vulneráveis e dando-lhes prioridade visual.

  • Conforto e habitabilidade: Gera uma sensação de segurança e bem-estar, promovendo o uso do espaço público e a mobilidade ativa (pedonal e ciclável) em horário noturno, um fator chave para a qualidade de vida nas Smart Cities.

3. A iluminação como plataforma IoT e fonte de Big Data urbano

O verdadeiro salto da iluminação adaptativa é o seu papel transformador como plataforma IoT (Internet das Coisas) dentro dos Sistemas de Transporte Inteligentes (ITS). As luminárias das Smart Cities já não emitem apenas luz; atuam como uma rede densa de sensores ligados a um software de gestão centralizado.

  • Sensores para a gestão da mobilidade: Os nós de iluminação equipados com sensores de movimento, radar ou câmaras de baixo consumo tornam-se pontos de recolha de dados urbanos.

    • Controlo de Fluxo: Medem a densidade de tráfego e o fluxo pedonal em tempo real para otimizar a iluminação e gerar heatmaps de mobilidade.

    • Integração com Plataformas de Emergência: O sistema de iluminação pode ligar-se à rede de tráfego. Se for detetado um acidente ou se se aproximar um veículo de emergência, a iluminação nesse troço aumenta automaticamente para melhorar a visibilidade e desimpedir a via.

  • Serviços Multi-Purpose e conectividade: A infraestrutura luminosa torna-se um suporte essencial para outros serviços de Smart City, oferecendo soluções de valor acrescentado:

    • Monitorização ambiental (qualidade do ar, ruído).

    • Pontos de carregamento para veículos elétricos ou bicicletas.

    • Hotspots para o desenvolvimento de redes Wi-Fi públicas ou 5G de baixa potência.

  • Planeamento informado (Big Data): Os dados anónimos e agregados recolhidos pelas luminárias (fluxo pedonal, dados ambientais, padrões de uso) são processados como Big Data para o planeamento urbano, ajudando as autoridades a tomar decisões precisas sobre o design de infraestruturas sustentáveis (localização de ciclovias, alterações em rotas de transporte ou reordenamento de espaços públicos).

4. Sustentabilidade ambiental: Redução da poluição luminosa

Um benefício muitas vezes subestimado da iluminação adaptativa é a sua contribuição para a sustentabilidade ambiental, especificamente através da redução da poluição luminosa.

  • Céus escuros (Dark Skies): Ao modular a intensidade e direcionar o feixe de luz (graças às óticas avançadas de LED), minimiza-se a luz que é projetada para o céu (fluxo hemisférico superior). Isto protege os ecossistemas noturnos, reduz o impacto na fauna (especialmente aves e insetos) e permite aos cidadãos desfrutar de um céu noturno menos poluído.

  • Ajuste espectral: A capacidade de selecionar a temperatura de cor da luz LED (geralmente abaixo dos 3000K) reduz a emissão de luz azul, que é a mais prejudicial para os ciclos de sono humano (ritmos circadianos) e a que mais dispersão luminosa gera na atmosfera, contribuindo para um ambiente urbano mais saudável.

A iluminação inteligente transforma a iluminação pública de um serviço fixo e passivo para um elemento dinâmico, eficiente e central na gestão digital e sustentável das Smart Cities.


ITS: o motor da transformação das cidades inteligentes

A tecnologia está a mudar a forma como nos deslocamos, gerimos as infraestruturas urbanas e asseguramos a segurança rodoviária. É neste cenário que os Sistemas ITS (Intelligent Transportation Systems) constituem a base tecnológica das Smart Roads e das cidades inteligentes. Combinando sensores, software avançado e comunicações em tempo real, os ITS permitem uma gestão do tráfego eficiente, orientada para a segurança e a sustentabilidade.

Em Espanha, iniciativas como o Plano de Recuperação, Transformação e Resiliência, o plano ITS da DGT, o programa MOVES ou os Fundos Next Generation EU colocam os Sistemas ITS no centro da digitalização da mobilidade urbana. Para câmaras e entidades públicas, perceber as vantagens destas tecnologias é crucial para investir inteligentemente e modernizar as cidades.

Sistemas ITS: o que são e para que servem

Os Sistemas ITS são um conjunto de tecnologias integradas nas infraestruturas de transporte para melhorar a mobilidade, reduzir acidentes e aumentar a eficiência energética. Combinam sensores, dispositivos de controlo, plataformas digitais, algoritmos preditivos e comunicação veículo-infraestrutura (V2I) para gerir de forma automatizada a mobilidade em tempo real.

Estes sistemas incluem desde semáforos adaptativos até redes completas de Equipamento ITS, como Painéis de Mensagem Variável (VMS), câmaras, radares, estações meteorológicas e centros de controlo. Graças à sua conectividade, todos os elementos funcionam como nós de uma rede que aprende, responde e evolui.

Sistemas ITS no centro das Smart Roads

As Smart Roads, ou estradas inteligentes, representam uma nova geração de infraestruturas viárias capazes de antecipar problemas e comunicar com veículos e utilizadores. Deste modo, os Sistemas ITS permitem:

• Detetar em tempo real a densidade do tráfego e adaptar os fluxos automaticamente.
• Ativar alertas personalizados sobre obras, acidentes ou condições meteorológicas adversas.
• Coordenar os semáforos em função do tráfego real, reduzindo tempos de espera e emissões.
• Apoiar a condução autónoma graças a sinais digitais e conectividade 5G.
• Fornecer dados a plataformas como a DGT 3.0 ou a Smart City Madrid para apoiar a tomada de decisões urbanas.

Além de melhorar a mobilidade, este enfoque reforça a segurança rodoviária, antecipando riscos e prevenindo acidentes.

Aplicações reais dos Sistemas ITS em Espanha

Em Espanha já há vários exemplos de aplicação de Soluções ITS, tanto em zonas urbanas como interurbanas:

Madrid conta já com sistemas semafóricos inteligentes capazes de se adaptar em tempo real ao fluxo de veículos, peões e ciclistas. Estes semáforos dão prioridade a veículos de emergência como ambulâncias ou autocarros urbanos, o que reduz os tempos de resposta e melhora a mobilidade.

Em Barcelona foram implementadas plataformas ITS avançadas ligadas a uma rede densa de sensores. Estas permitem otimizar a gestão do tráfego privado e do transporte público, apoiar decisões automatizadas em tempo real e melhorar a experiência do utilizador.

Na A-8 (País Basco) foi desenvolvido um sistema completo de gestão dinâmica da velocidade, especialmente útil em condições meteorológicas adversas. A infraestrutura combina Painéis de Mensagem Variável (VMS), estações meteorológicas e câmaras de vigilância ligadas em rede, o que torna possível ajustar limites de velocidade e enviar alertas automáticos aos condutores.

Málaga destaca-se pelo seu Centro de Gestão de Tráfego, que utiliza inteligência artificial para analisar padrões de mobilidade urbana. A informação serve para reajustar dinamicamente a sinalização rodoviária, reduzindo os congestionamentos e melhorando a segurança no imediato.

Em Valência, foi instalado o primeiro atenuador de impacto SMART da cidade, com tecnologia PLUG&META®, num dos pontos urbanos mais críticos. Este dispositivo é capaz de absorver impactos a velocidades até 80 km/h e, graças à sinalização luminosa integrada, aumenta a visibilidade do aviso de impacto frontal. Em caso de acidente, envia de imediato uma notificação ao Centro de Gestão de Tráfego do município, permitindo uma resposta rápida das autoridades. Esta tecnologia transforma o equipamento rodoviário tradicional num sistema inteligente que previne acidentes, otimiza a sinalização e melhora a segurança dos utilizadores.

Muitos municípios mais pequenos também estão a apostar em soluções ITS básicas, financiadas por fundos europeus. Entre as mais comuns encontram-se passadeiras inteligentes, câmaras de leitura de matrículas e painéis informativos dinâmicos, que contribuem para melhorar a mobilidade local, reduzir a sinistralidade e modernizar os centros urbanos de forma acessível e eficiente.

Benefícios para os cidadãos e a administração pública

Os Sistemas ITS oferecem vários benefícios tanto para a população como para os gestores públicos, nomeadamente:

Para os cidadãos:

• Maior segurança rodoviária, com alertas dinâmicos e sinalização adaptada ao contexto real.
• Menor tempo nas deslocações urbanas.
• Redução do consumo de combustível e do stress ao conduzir.
• Informação mais clara, atualizada e acessível através de apps, VMS ou plataformas digitais.

Para as entidades públicas:

• Melhoria na gestão do tráfego sem necessidade de grandes infraestruturas físicas.
• Redução de custos operacionais através da automatização.
• Acesso a dados úteis para criar políticas públicas baseadas em evidências.
• Alinhamento com os objetivos europeus de descarbonização e cidades sustentáveis.

Segundo dados do Observatório de Mobilidade Metropolitana (OMM), as cidades que implementaram ITS conseguiram reduzir até 15% o tempo médio de viagem e 20% as emissões de CO₂ em áreas de elevada densidade de tráfego.

Um aliado estratégico no financiamento público e na transformação urbana

Os Sistemas ITS são uma peça-chave para a modernização urbana, sobretudo para municípios que procuram aceder a fundos europeus destinados à mobilidade sustentável, transformação digital e combate às alterações climáticas.

Graças à sua flexibilidade, as soluções ITS podem ser implementadas em grandes capitais, bem como em cidades médias ou pequenas, com investimentos ajustados e resultados mensuráveis a curto prazo.

Além disso, a integração com plataformas de Smart City permite uma visão de 360º do território, apoiando decisões estratégicas que vão desde a gestão do tráfego até ao planeamento urbano ou à segurança pública.

Os Sistemas ITS não representam apenas uma evolução tecnológica: são o coração funcional das cidades inteligentes, capazes de transformar a forma como nos deslocamos, nos conectamos e vivemos no espaço urbano. Para câmaras municipais, consórcios de transporte ou governos regionais, investir neste tipo de soluções é apostar em eficiência, segurança e sustentabilidade.

Com o apoio do financiamento público e a experiência de empresas especializadas, a implementação destes sistemas nunca foi tão acessível. É essencial compreender que o futuro da mobilidade urbana já começou — e está a ser impulsionado pela inteligência digital.


Vantagens do cordão de ciclovia interurbano e o seu papel nas cidades inteligentes

Um aumento do número de utilizadores de bicicletas nas cidades face a uma diminuição do número de pessoas que utilizam carros são sempre boas notícias. Estas alterações costumam indicar uma evolução na mobilidade e na evolução para uma cidade inteligente mais sustentável. Neste artigo dizemos-lhe para onde é que se estão a mover as cidades e estimulámo-lo a que, seja qual for o seu papel, tente colaborar com a passagem para a mudança.

Uma cidade inteligente é a que cuida dos seus habitantes e do planeta

Um dos objetivos de uma cidade inteligente é garantir a segurança dos cidadãos quanto à mobilidade urbana, instalar sistemas de proteção ativa ou a comunicação veículos-sinalética para a comunicação e prevenção de acidentes.

Atualmente as cidades veem-se obrigadas a responder à crescente urbanização, melhorando a fluidez do tráfego nas suas ruas, para assim ajudar na redução da contaminação e melhorar a qualidade de vida dos seus cidadãos. A implementação da maioria dos projetos para converter as cidades tradicionais em inteligentes começa precisamente com soluções para o transporte urbano, onde pequenas alterações implicam grandes benefícios a curto prazo para os cidadãos.

O transporte nas cidades tem vários aspetos que é necessário avaliar para se otimizar a sua expansão correta, a partir da organização dos fluxos de tráfego para otimizar os trajetos e o consumo de combustível, passando pela localização das novas paragens ou desvios. Atualmente, na grande maioria das cidades, o foco está centrado no aumento da atração para o uso do transporte público, ligando cada vez mais pontos estratégicos, melhorando assim a sua qualidade.

Uma das formas que têm para aumentar as ligações entre os diferentes pontos da cidade é facilitar a comunicação dos passageiros, tanto localizando as paragens em sítios mais convenientes para o trajeto como a criação de ciclovias e trajetos pedonais para ligarem os pontos de uma forma muito mais eficiente.

Quais as vantagens da ciclovia?

Quando se implementa um novo trajeto de ciclovia, faz-se pensando em ligar pontos dentro de uma mesma cidade, ou inclusive troços entre cidades. Muitas vezes criam-se trajetos aproveitando velhos leitos de rios ou podem localizá-las separadas do trânsito rodoviário, mas muitas outras não é possível, pelo que deve conviver com os restantes veículos numa mesma estrada.

Com uma organização adequada de ciclovias interurbanas, os ciclistas têm uma oportunidade muito boa de chegar comodamente ao lugar aonde necessitam de chegar. Mas, já alguma vez pensou nos benefícios da implantação de uma ciclovia na sua cidade?

Segurança para o ciclista

A primeira coisa que nos vem à cabeça é a segurança que é oferecida ao ciclista ao criar um trajeto específico para a sua circulação, minimizando assim o risco de acidente.

Quando uma via de comunicação é segregada para dar lugar a diferentes tipos de tráfego reservam-se espaços para cada um deles, impossibilitando que transitem todos juntos, pelo que o ciclista se sente mais seguro e pode ir mais relaxado sem necessidade de se ir esquivando de perigos reais ou potenciais.

Poupança para os cidadãos

A instalação de ciclovias nas cidades permite que os cidadãos possam pensar no uso da bicicleta como um método de transporte viável na cidade. Com a abertura de novos trajetos pode trocar o carro por este meio de transporte, representando assim uma poupança no orçamento mensal de combustível.

Maior fluidez

É um facto que uma bicicleta ocupa menos do que um carro ou um autocarro. Numa ciclovia pode circular simultaneamente uma maior quantidade de pessoas do que dentro de uma faixa reservada a automóveis, pelo que a bicicleta se converte num tipo de transporte rápido e fluido dentro e fora da cidade.

Melhoria estética do ambiente

A criação de vias segregadas permite a conceção de novos espaços em que se pode adicionar mobiliário urbano e sistemas de segurança. A conceção dos separadores, as barreiras, a criação de pequenas zonas verdes confinantes com a ciclovia convertem as ciclovias num elemento definidor da paisagem.

Compromisso com o meio ambiente

 

Para além do ponto anterior, muitos destes novos mobiliários ou barreiras são fabricados com materiais recicláveis como as guardas de segurança ou barreiras de segurança, ou os separadores de ciclovia fabricados com plásticos provenientes de resíduos. Reciclando assim, os desperdícios urbanos são convertidos em mobiliário.

Como é que as ciclovias do futuro serão?

Como vimos, a implantação de ciclovias proporciona numerosos benefícios à sociedade. Existem numerosos estudos como o de "Access to bike lanes and childhood obesity: A systematic review and meta-analysis" publicado em Obesity Reviews, que é uma revisão de 21 estudos sobre saúde e mobilidade em que se demonstrou que o acesso a uma ciclovia foi associado a um aumento da atividade física das crianças e adolescentes.

Isto leva-nos a pensar sobre como serão as ciclovias do futuro. Com o aumento do número de ciclovias, existem propostas interessantes com as quais se pode melhorar ainda mais este tipo de vias.

Ciclovias solares

Na Holanda já existe um projeto de ciclovia com placas solares na sua superfície. Batizaram-no como Solaroad e é capaz de gerar energias renováveis com as suas células fotovoltaicas. Mas existem outros, como na Coreia do Sul, entre as cidades de Sejong e Daejon. Uma ciclovia de 32km de comprimento com teto solar que fornece energia ao mesmo tempo que protege os ciclistas do sol e das condições climáticas.

Ciclovias tecnológicas

No sul de Londres criaram um cruzamento interativo chamado Starling Crossing (STigmergic Adaptive Responsive LearnING Crossing) que se adapta ao tráfego em tempo real, decidindo quem tem preferência em cada momento. Por outro lado e seguindo esta linha, em Copenhaga os semáforos foram sincronizados para facilitarem a circulação continuada de bicicletas.

Ciclovias flutuantes

O Thames deckway é uma das propostas mais ambiciosas quanto a ciclovias nas cidades do futuro. Uma ciclovia flutuante através do rio Tamisa, ligando assim quase 10km da capital britânica.

Ciclovias na rede de metro

Outro dos projetos provenientes da capital britânica é o London Underline. Porque não aproveitar as infraestruturas existentes e que estão subutilizadas? Este projeto propõe a utilização da rede de metro e das vias subterrâneas existentes e fora de uso para as reabilitar e reabrir aos peões e ciclistas.

Seja qual for o tipo de projeto, as ciclovias necessitam de elementos de segurança que protejam as pessoas e ajudem a separar os diferentes tipos de veículos que convivem na estrada. Na Metalesa dispomos de uma vasta gama de equipamentos para a mobilidade urbana. Contacte-nos e teremos muito gosto em ajudá-lo(a) a escolher a melhor solução para o seu projeto.

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Smart Cities, um ecossistema repleto de oportunidades

Neste momento não dedicaremos muito tempo a definir uma Cidade Inteligente. Se deseja aprofundar o conceito da Smart City, convidamo-lo(a) a rever o artigo sobre o que é uma Smart City que já partilhámos há alguns meses.

Para complementar estas informações, hoje exploraremos alguns exemplos reais de Smart City, e tendências de linhas de trabalho que, com o tempo, se está a verificar que são as que têm mais impacto no serviço aos cidadãos.

Alguns exemplos de Smart City

Nos Emiratos Árabes Unidos foi criada uma cidade cujo objetivo não é apenas que seja sustentável, mas também que seja autoabastecida de recursos naturais. Trata-se da Cidade de Masdar, em Abu Dabi. Entre os seus muitos planos, contam com edifícios inteligentes que autorregulam a temperatura interior, e com sistemas de minimização dos efeitos do sol. O transporte público é autónomo e a rede elétrica é abastecida a 100% por placas solares.

Nova Iorque é uma das cidades mais povoadas a nível mundial e uma das referências de Smart City nos Estados Unidos. Em 2015 foram introduzidos os chamados ‘BigBelly’, contentores de lixo equipados com sensores sem fios para controlarem a sua capacidade, permitindo que o serviço de recolha de resíduos programe os trajetos de uma forma mais inteligente. Este sistema inclui um compactador de lixo que funciona com energia solar, e que ajuda a aumentar cinco vezes a capacidade do contentor.

Em Amesterdão 67% das deslocações pelo centro da cidade são efetuadas de bicicleta. Embora pareça incongruente num contexto de promoção da mobilidade sustentável, ocasionam-se autênticos engarrafamentos em horas de ponta. Durante os últimos anos a cidade implantou uma rede de sensores e um sistema de gestão de tráfego de utilizadores de bicicletas, de tal forma que, durante essas horas de maior ocupação, se podem definir e propor aos utilizadores trajetos alternativos para agilizar as deslocações.

O caso de Barcelona

Também podemos encontrar muitos exemplos de projetos orientados para a Smart City na Espanha, por exemplo, em Barcelona.

Os sistemas de transporte urbano introduziram autocarros híbridos, painéis solares nos abrigos e os trajetos da rede de autocarros foram otimizados para se poderem fazer 95% das viagens com um máximo de um único transbordo entre quaisquer dois destinos da cidade. Tudo isto graças ao big data e à análise dos fluxos e percursos dos utilizadores.

A gestão de resíduos também incorporou tecnologia digital de um modo semelhante ao de Nova Iorque. Um sistema de contentores com capacidade de gerar um sistema de vácuo permite a eliminação de maus odores; simultaneamente, incorpora sensores de capacidade disponível em tempo real que comunicam com um sistema centralizado que permite a otimização diária dos trajetos ótimos.

Em toda a cidade se usa um sistema de iluminação pública inteligente com lâmpadas de baixo consumo e sensores que podem medir a humidade, temperatura, contaminação ambiental e a presença de pessoas ou ruído. Deste modo, adapta-se a intensidade da iluminação de forma autónoma, reduzindo a despesa com a energia. Esta costuma ser uma das primeiras medidas a ser implementada em qualquer Smart City, dado que oferece uma poupança direta na fatura da eletricidade a um custo muito razoável e com tecnologia já muito testada em ambiente real.

Tendências para as Cidades Inteligentes

As cidades inteligentes não são uma coisa do futuro, são muito mais uma coisa do presente. Remetemo-nos aos exemplos anteriores sobre a forma como um serviço público pode ser otimizado com a aplicação de projetos tecnológicos. Mas nem tudo vale. Podem-se inventar soluções disruptivas e implementar projetos engenhosos, mas a médio prazo, quais é que terão realmente um êxito real colonizando a maioria das cidades? Quais as ideias ou tecnologias ou serviços que captarão a atenção e os orçamentos das administrações municipais?

A primeira reflexão é que isto dependerá de cada cidade. Dependendo da sua localização, população, cultura, idiossincrasia ou até mesmo perfil político dos seus governantes num dado momento, definirá os seus desafios prioritários. Uns defenderão a gestão do tráfego e a mobilidade sustentável, outros a gestão da água e outros a segurança dos cidadãos, entre muitas eventuais linhas de trabalho.

A identificação dessas motivações para se apresentarem as propostas mais adequadas aumentará a probabilidade de uma oportunidade se converter num projeto real.

Dito isto, se analisarmos estatisticamente os projetos mais habituais, vemos tendências comuns.

Infraestrutura tecnológica Interoperabilidade dos dados

Uma Smart City não o será se não tiver sensores que recolhem um fluxo de dados sobre os quais se podem tomar decisões para melhorar ou gerir os recursos de que se dispõe. Esta informação já demonstra um grande volume e será exponencialmente crescente no futuro. Por isso, é necessário trabalhar com uma capacidade de armazenamento suficiente, com redes de comunicação robustas e com o software de gestão mais centralizado e aberto possível que garanta o tratamento correto de dados em tempo real e a interoperabilidade entre serviços e administrações. Sem investir nestas capacidades de infraestrutura tecnológica, é quase impossível avançar na implementação da Smart City.

Cibersegurança

Todos os dados recolhidos e armazenados são uma informação de grande valor que deve ser protegida para se evitar a cibercriminalidade. Lembremos que muitos deles podem fazer referência a dados pessoais ou de hábitos de comportamentos de cidadãos, que esperam uma máxima privacidade em troca pela entrega dos mesmos.

Por isso, a cibersegurança é um dos aspetos críticos em que as administrações devem trabalhar. Os cidadãos só entrarão na onda da Smart City se sentirem até certo ponto a confiança de que os seus dados estão protegidos, e que não é feito uso fraudulento, partidário ou económico dos mesmos.

Gestão inteligente do tráfego

Nas grandes cidades o tráfego costuma ser um problema significativo que cria grandes preocupações nos gestores e nos cidadãos. Além disso, as suas consequências em índices de contaminação atmosférica e de ruído são muito negativos.

A implantação de tecnologia (câmaras, sensores, etc.) que permita a obtenção de dados em tempo real sobre o tráfego para se poderem otimizar trajetos é uma linha de trabalho evidente. Para tal, deve-se considerar o aproveitamento do equipamento urbano clássico como plataforma em que se possa integrar tecnologia digital. Por exemplo, os sistemas de contenção inteligentes podem conter impactos quando há saídas de via, mas também prevenir acidentes e apresentar informação estatística em tempo real.

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Serviço de iluminação pública ou gestão de resíduos

A iluminação pública constitui uma despesa muito elevada para a fatura da cidade. Há muitos anos que se confirmou que um investimento em tecnologia LED controlada autonomamente para a regulação da iluminação é um projeto robusto tecnicamente e rentável a médio prazo.

A digitalização do serviço de recolha de resíduos foi iniciada posteriormente mas como expusemos, já há numerosos projetos-piloto nesta linha.

Projetos úteis para as Cidades Inteligentes

As Smart Cities não podem ser a nova desculpa para se colocarem serviços tecnológicos sem valor. Cada proposta deve demonstrar quantitativamente eficiência em recursos, sustentabilidade, informações úteis ou uma melhor experiência para as pessoas. E idealmente vários destes benefícios combinados.

Na Metalesa estamos há muitos anos a trabalhar para proporcionarmos soluções ótimas para as Cidades Inteligentes, pensando no benefício último que será obtido pelos cidadãos, por exemplo, a nossa Metaurban® SMART, a primeira guarda de segurança urbana inteligente do mundo com segurança rodoviária ativa, que não só contém mas, além disso, previne e informa. Uma grande inovação que convida o setor privado a transformar o equipamento urbano e levá-lo a uma nova dimensão, integrando-o no ecossistema da Smart City.

Tanto se for de uma administração pública e procurar ideias, como uma empresa interessada em desenvolver novos produtos e procurar alianças, não hesite em contactar-nos. Teremos muito gosto em ajudá-lo(a) e explorar vias de colaboração.

 

 


urbanismo

Dia Mundial do Urbanismo: a importância do planeamento sustentável nas cidades

Sabia que em cada dia 8 de novembro se celebra o Dia Mundial do Urbanismo? O seu objetivo é promover o planeamento urbano nas nossas cidades que contemple a sustentabilidade como o seu eixo central.

O crescimento da concentração humana nas cidades e o aumento de habitações e tráfego em zonas urbanas são fenómenos sociais a que estamos a assistir há décadas, e para os quais o planeamento urbano tem que dar soluções. Mas não vale qualquer solução.

À medida que as cidades crescem, mais necessidades e desafios nos são apresentados, e o meio ambiente é indubitavelmente prejudicado por isso, o que não nos podemos permitir na sociedade atual. O facto de as cidades estarem a crescer não é um problema em si; apenas precisam de se expandir e evoluir, pensando cada vez mais em termos de modelos de Smart Cities, baseados na colaboração dos cidadãos, no planeamento, na criatividade e logicamente, aproveitar a tecnologia para serem mais sustentáveis. Só deste modo é que se consegue uma inovação urbanística e social que crie a eficiência necessária nas cidades.

Como é que podemos conseguir uma cidade mais sustentável através do planeamento urbano?

Construção de zonas recreativas ou ‘ambientes saudáveis’.

Cada vez se concentram mais pessoas nas cidades, o que gera uma alta concentração de pessoas em zonas muito concretas, onde o meio ambiente fica prejudicado e, por conseguinte, a qualidade de vida dos seus habitantes.

Com espaços saudáveis referimo-nos a zonas como parques, praças ou qualquer tipo de áreas recreativas urbanas que ajudem a dissipar as concentrações populacionais. Neste sentido, embora o planeamento urbano desempenhe um papel fundamental, também é necessário que as pessoas tomem consciência. Um grande exemplo na cidade de Valência é o antigo leito do Rio Turia, um espaço verde de quase 10km de comprimento que percorre o centro da cidade e garante um pulmão de oxigénio a todos os seus habitantes.

 

Edificação de habitações

Como mencionámos anteriormente, cada vez se concentram mais pessoas nas cidades, pelo que é necessário expandir as zonas urbanizáveis. O problema é que por vezes não há outro remédio que não seja edificar em áreas próximas de infraestruturas como estradas, vias férreas, aeroportos ou zonas industriais. Qualquer um destes cenários introduz diferentes fatores de risco que prejudicam significativamente a qualidade de vida das pessoas que ocupam essas zonas.

Neste sentido, uma das decisões que devem estar incluídas no planeamento urbano é a instalação de barreiras acústicas nas urbanizações em que um estudo acústico determine que são zonas suscetíveis de ruído excessivo.

Mobilidade urbana

Num post recente falámos de soluções de mobilidade e segurança em ambientes urbanos, dado que os problemas e desafios de circulação estão a começar a emergir como uma prioridade para os gestores das cidades.

Com efeito, muitas cidades estão a adaptar-se a novas fórmulas de mobilidade sustentável. Por exemplo, há muitos anos que está a ser fomentada uma consciência mais sustentável relativamente à mobilidade urbana através do uso de bicicletas.

Isto reflete-se no facto de a maioria das cidades ter em funcionamento um reordenamento urbano que inclui um plano ambicioso de implantação de ciclovias.

Por outro lado, o fenómeno social das trotinetes elétricas veio para ficar. Atualmente as trotinetes circulam pela ciclovia, mas quem sabe se no futuro se planearão traçados urbanísticos específicos, tendo por objetivo garantir a diferenciação de veículos e a segurança na mobilidade urbana. É precisamente a este tipo de questões que se pretende dar visibilidade e promoção com o Dia Mundial do Urbanismo.

A inovação através da conceção urbanística: o impulso para a cidade sustentável

A ao longo do artigo falámos-lhes em termos de ‘planeamento urbano’. Não obstante, o verdadeiro motor que permite um desenvolvimento sustentável baseado nas características de uma Smart City é a conceção para a inovação social ou ‘conceção social’.

Inovação e urbanismo por intermédio da World Design Organization (WDO)

A World Design Organization é uma organização que se dedica à promoção da conceção industrial como uma profissão capaz de gerar produtos e infraestruturas que ajudem a criar uma sociedade melhor, com especial foco no meio ambiente.

A WDO reconhece as cidades pelo seu uso efetivo da conceção para estimular o desenvolvimento económico, social, cultural e ambiental, entre as quais se inclui Valência como Capital Mundial da Conceção 2022.

O objetivo desta iniciativa é converter a conceção numa ferramenta de desenvolvimento social e económico sustentável. Neste sentido, a conceção é fundamental para melhorar a qualidade de vida das pessoas e atuar como um agente da mudança. Trata-se de encontrar e reunir propostas criativas que sejam capazes de dar relevância à conceção social e à inovação urbana.

Além disso, embora pelo nome do projeto pareça que tudo começou em 2022, isso não é verdade. O mero facto de Valência já ter sido escolhida como futura Capital Mundial da Conceção, já está a provocar sinergias coletivas para dar visibilidade aos problemas que preocupam nas zonas urbanas, tendo em vista dar-lhes soluções trabalhando do local para o global.

O melhoramento do ambiente implica a investigação e o desenvolvimento de novas fórmulas urbanísticas, às quais a conceção social é capaz de dar respostas que beneficiem os grupos. Não há dúvida de que as nossas cidades estão a mudar para melhor, graças a propostas transcendentais repletas de criatividade, conceção e inovação.


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Soluções de mobilidade e segurança em ambientes urbanos

Estamos a assistir atualmente a uma evolução cada vez mais acelerada das nossas sociedades, e como qualquer avanço, tem a sua parte positiva e a sua parte negativa. Não obstante, isto não é algo novo. Há anos que as cidades enfrentam cada vez mais desafios, devido ao seu crescimento imparável, o aumento do tráfego, o envelhecimento da população, etc. Tudo isto requer que se proporcionem soluções que, a partir da Metalesa, estamos dispostos a oferecer, tendo em vista velar pela segurança urbana.

Graças à nossa trajetória e aos produtos que concebemos, fabricamos e instalamos, somos capazes de dar solução a diversos problemas que se verificam nas cidades, abordados a partir de diferentes frentes:

Mobilidade

A maioria das cidades está imersa num processo de adaptação às novas fórmulas de mobilidade que surgiram há relativamente pouco tempo.

Com o objetivo de velar pela sustentabilidade das cidades, há muitos anos a maioria das cidades começou a estabelecer um novo reordenamento urbano que contemplava as bicicletas nas suas estradas; por isso, começaram a ser ativadas ciclovias para se poder ir a qualquer parte. Agora é muito mais complexo do que isso.

A popularidade das trotinetes elétricas é indubitável, e é um fenómeno que está a crescer. Sustentável, prático, eficaz… Mas também representa um grande desafio em questões de mobilidade. Por este motivo, é necessária a proliferação de novos traçados urbanos tendo em vista garantir a segurança. Que produtos para a segurança urbana é que podemos proporcionar a partir da Metalesa?

Guardas de segurança Urbanas

Trata-se de um sistema de contenção especialmente pensado para ser instalado em vias urbanas, tendo em vista proporcionar segurança e estética em zonas urbanas como ruas, avenidas, rotundas, etc.

Com a instalação de guardas de segurança urbanas nas cidades, pretende-se garantir a segurança, tanto dos peões, como dos ciclistas e das pessoas que utilizam a trotinete elétrica para se deslocar. Além disso, também são utilizadas para a contenção, de forma adequada, dos veículos que circulam por zonas urbanas ou limitadas a 50 Km/h.

Guarda-corpos Ciclopedonais

Além das guardas de segurança urbanas, na Metalesa dispomos de mais produtos destinados à proteção dos grupos que se deslocam pelas cidades utilizando transportes ‘mais vulneráveis’; é um facto que um dos nossos principais objetivos sempre foi velar pela segurança rodoviária.

Os guarda-corpos ciclopedonais são sistemas de contenção para ciclistas e peões. Costumam ser instalados em zonas de estrada por onde circulam bicicletas e ciclomotores. Por isso, é um elemento de segurança que não pode faltar, tendo em vista reduzir a sinistralidade.

A sua altura pode ser de 1,3 m a 1,5 m, dependendo do que for necessário. Além disso, na Metalesa proporcionamos um toque estético aos nossos guarda-corpos ciclopedonais para que se integrem perfeitamente no ambiente.

Pilaretes

Com o mesmo objetivo, para se garantir a segurança em questões de mobilidade, concebemos, fabricamos e instalamos pilaretes para impedirem a passagem de veículos para zonas pedonais.

Trata-se de um poste de aço ancorado no chão, ideal para amortecer choques. Por isso, são imprescindíveis em qualquer zona urbana e estabelecimentos, como centros comerciais, ginásios, estacionamentos abertos, etc.

Acústica

A contaminação acústica é outra das frentes para as quais sempre quisemos encontrar uma solução, e em que é cada vez mais necessário tomar medidas. Nem todos os problemas que uma cidade acarreta são visíveis… O ruído não o é, e pela nossa experiência e contacto com grupos que suportam o mesmo, podemos afirmar que é um problema muito grave.

O crescimento das cidades influenciou o aumento do problema acústico. As cidades foram-se expandindo e, por exemplo, não é rara a presença de urbanizações perto de polígonos industriais. Além disso, embora cada vez se imponham mais limites à passagem de veículos por zonas centrais das cidades, o excesso de tráfego, e a contaminação acústica que implicam, continuam a ser um tema na ordem do dia.

Como é que nos envolvemos a partir da Metalesa para encontrarmos uma solução para o desafio de acabar com o ruído tão prejudicial e que tanto incomoda?

Barreiras Acústicas

As barreiras acústicas ou barreiras antirruído têm por missão minimizar o impacto da contaminação acústica nas cidades. Temos como certo que são necessárias nas estradas, na proximidade da rede ferroviária ou em áreas industriais… mas nem sempre estamos conscientes do nível de ruído com o qual convivemos nas zonas urbanas.

As Nossas Barreiras Urbanas

A crescente preocupação com a qualidade acústica nas áreas urbanas, levou-nos a conceber barreiras urbanas que desempenhem uma dupla função: de proteção e estética. Na Metalesa dispomos de uma grande variedade de barreiras acústicas pensadas especialmente para serem instaladas nas cidades. Barreiras de metacrilato, painéis acústicos de madeira ou metálicos são os mais solicitados pela sua funcionalidade e a sua adaptabilidade ao ambiente.

Equipamento Urbano de apoio

Estamos cada vez mais integrados em sociedades mais avançadas e desenvolvidas em todos os aspetos. Por este motivo, o envelhecimento da população é um fenómeno evidente. A esperança e a qualidade de vida são muito mais elevadas do que há alguns anos, e embora seja um facto positivo, implica que se tenha de adaptar as cidades a esta parte da população, ativando estruturas urbanas para garantir a sua proteção e facilitando as suas capacidades limitadas de mobilidade.

Trata-se de grupos mais vulneráveis para efeitos de segurança. Por isso, é necessário prestar-lhes uma atenção especial. Além das guardas de segurança urbanas e dos guarda-corpos ciclopedonais explicados anteriormente, na Metalesa fabricamos todo o tipo de vedações e guarda-corpos que se adaptam às necessidades requeridas por cada espaço urbano e pelo grupo que nele transita habitualmente, pensando especialmente nos mais idosos.

Guarda-corpos de aço, guarda-corpos com cabo, ou de chapa perfurada são alguns exemplos de vedações urbanas que dotam as cidades de proteção e estilo.

O desenvolvimento das cidades é algo imparável. Por isso, devemos adaptar-nos e assumir os desafios que se apresentam à medida que a sociedade avança. Na Metalesa estamos dispostos a dar solução a estes desafios e teremos muito gosto em ajudá-lo(a) se esse também for o seu objetivo. Para mais informações sobre os nossos produtos urbanos ou para nos pedir orçamento, não hesite em contactar-nos ligando para o nº. 96 088 9944 ou enviando-nos um e-mail para metalesa@metalesa.com.