Blindagem acústica da Variante Sul Metropolitana em Bilbau
Durante os últimos meses estivemos a partilhar, através das redes sociais, os avanços do projeto Supersur, uma infraestrutura estratégica que liga o porto de Bilbau à AP-68 e que se espera que ajude a descongestionar o tráfego e o transporte de mercadorias na zona da Bilbau metropolitana e do norte da península. Hoje queríamos falar-lhes um pouco mais detalhadamente sobre o projeto e a nossa participação no mesmo.
Graças aos avanços tecnológicos e técnicos na indústria da segurança rodoviária, cada vez mais espaços que habitamos e pelos quais transitamos diariamente beneficiam de melhoramentos em termos de segurança e fiabilidade. Um dos projetos destacados neste sentido e em que a Metalesa participou recentemente, é a via de alta capacidade mais bem ligada, mais segura e fluida, graças à colocação em funcionamento da segunda fase da Supersur, que liga a atual infraestrutura à ligação da AP-68 em Venta Alta.


O que é o projeto Supersur?
O Projeto Supersur é uma iniciativa que procura melhorar a rede de estradas na área metropolitana de Bilbau, tendo por objetivo otimizar o fluxo de tráfego e oferecer uma experiência de condução mais segura e eficiente, ligando o porto à via rápida de forma direta, melhorando assim o tráfego de mercadorias marítimas para a península. Esta ambiciosa obra de infraestrutura foi concebida com um enfoque integral na segurança dos utilizadores, incorporando tecnologias e sistemas avançados que protegem, tanto os condutores, como às próprias estradas e o ambiente.
A partir da Metalesa estivemos presentes neste projeto, fazendo o que melhor sabemos fazer: contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Na nossa participação contribuímos para o estudo de implantação, fabrico e instalação de uma blindagem acústica curva sobre os viadutos para atenuar o impacto acústico desta variante nos arredores.
Quando pensámos no projeto, queríamos de algum modo que os condutores não perdessem as magníficas vistas do vale de Bolintxu, mas simultaneamente era necessário criar uma infraestrutura que se integrasse perfeitamente no projeto concebido por Javier Manterola.
Esta icónica ponte sem pilares de 220 metros de comprimento fica suspensa no pulmão verde de Bilbau, num ambiente com um forte desnível que, juntamente com as condicionantes ambientais, converteu os trabalhos de construção numa obra de precisão milimétrica.
Na Metalesa concebemos uma solução mista que combina barreiras acústicas opacas de aço com outras transparentes de metacrilato que ajudam na redução do ruído, sem que se renuncie às vistas deste vale.

Porquê instalar barreiras acústicas em troços de estrada?
A instalação de barreiras acústicas nas estradas oferece uma série de benefícios significativos. Em primeiro lugar, estas barreiras atuam como barreiras físicas que ajudam a reduzir o ruído proveniente do tráfego, o que melhora a qualidade de vida das pessoas que vivem perto das vias de alta circulação. Ao diminuir o ruído ambiental, cria-se um ambiente mais tranquilo e saudável para as comunidades residenciais e fauna próxima.
Além do seu efeito no ruído, as barreiras acústicas também desempenham um papel importante na segurança rodoviária. Ao atuar como barreiras físicas, ajudam a reduzir as distrações acústicas e visuais para os condutores, permitindo que se concentrem na estrada e nos sinais de trânsito relevantes. Isto contribui para prevenir acidentes e melhorar a segurança em geral.
As barreiras acústicas também podem ter um impacto positivo no meio ambiente. Ao reduzir o ruído do tráfego, diminui-se o stress e os efeitos negativos na saúde dos animais que vivem nas proximidades, constantemente expostos a altos níveis de ruído. Além disso, ao criar um ambiente mais silencioso, fomenta-se a conservação da fauna local, dado que se minimiza a interferência nos ecossistemas próximos das estradas.
Deixamos-lhes um vídeo em que podem apreciar a vista deste projeto espetacular gravada com um drone.
Apostamos na sustentabilidade: Instalação Termolacagem e Estação de tratamento Zero Efluentes
Na Metalesa apostámos sempre num desenvolvimento sustentável na hora de executar todos os nossos processos; é parte da nossa filosofia empresarial e temos muito orgulho nisso. O que é verdade é que a sustentabilidade ocupa um tema central no objetivo de satisfazer as necessidades atuais da sociedade; trata-se de alcançar esse objetivo com um olhar comprometido. Neste artigo queremos fazer-lhes saber como é que na Metalesa nos encarregamos de velar pelo bem-estar do nosso planeta: falar-lhes-emos da instalação de termolacagem e da nossa estação de tratamento zero efluentes.
Como ponto de partida, gostaríamos de lembrar-lhes que no nosso post sobre as Smart Cities lhes explicamos a nossa visão relativamente ao conceito de ‘Cidade Inteligente’. Um dos traços que caracterizam as Smart Cities é a sustentabilidade; na Metalesa assumimos o desafio de inovar na área das infraestruturas e do equipamento urbano, efetuando uma boa gestão dos recursos e defendendo um desenvolvimento social, ambiental e económico sustentável.
Termolacagem: tinta em pó sustentável
O processo de termolacagem desenvolvido nas nossas instalações consiste em aplicar um revestimento em pó a uma peça metálica que foi preparada previamente, para posteriormente ser curada no forno de polimerização. Os revestimentos em pó oferecem um vasto leque de vantagens em relação às tintas convencionais, por oferecerem uma maior resistência à corrosão, calor, batimentos, torções, abrasões, deterioração por exposição à luz solar e condições climáticas adversas.
Fases do processo de Termolacagem em superfícies
FASE 1: PRÉ-TRATAMENTO
Esta primeira parte consiste num tratamento prévio ao processo de pintura em pó, que prepara os elementos metálicos para facilitar a aderência da tinta e garantir uma antioxidação de melhor qualidade e durabilidade.
FASE 2: SECAGEM
As peças metálicas são metidas num forno (túnel de secagem) a altas temperaturas para eliminarem a humidade e prepará-las para a sua posterior lacagem.
FASE 3: CABINA DE PINTURA
Para peças de até 7500 mm de comprimento, o processo é efetuado mediante robôs automatizados e pistolas de retoque para um acabamento excelente.
FASE 4: FORNO DE POLIMERIZAÇÃO
Depois de aplicadas as camadas de pó às peças, efetua-se um tratamento térmico introduzindo-as no forno a temperaturas de até 220 ºC.
Vantagens da termolacagem em pó
Como já mencionámos, a sua resistência à corrosão é uma das grandes vantagens deste tipo de pintura, dado que confere uma vida duradoura às peças, mas a termolacagem para barreiras tem mais características que vale a pena mencionar:
- Os acabamentos produzem revestimentos para painéis muito atrativos. As barreiras podem ser termolacadas em qualquer uma das cores que se encontre na gama RAL, um código que define uma cor mediante um conjunto de dígitos.
- O processo de termolacagem é muito respeitador do meio ambiente, dado que se trata de um revestimento limpo: a tinta em pó não contém solventes; além disso, o pó que não fica fixado à peça durante o tratamento pode ser recuperado para ser reutilizado. Com efeito, o aproveitamento deste excesso de pó pode chegar aos 98%, de forma que se minimiza muitíssimo a geração de resíduos. Na Metalesa utilizamos a termolacagem para respeitarmos o meio ambiente, levando a cabo este tipo de processos que se caracterizam pela sustentabilidade.
Aplicações da pintura termolacada na Metalesa
O revestimento de fachadas com termolacagem é uma tendência em alta, precisamente pelas vantagens que apresenta. Por isso, as nossas barreiras de aço ou alumínio para a contaminação acústica passam pelas nossas instalações de termolacagem.
Estes tipos de barreiras antirruído também servem o nosso objetivo de apostarmos na preocupação com o planeta. A contaminação acústica é um problema global que afeta, tanto as pessoas, como o meio ambiente e que, graças às nossas barreiras acústicas, se pode reverter de forma eficaz.
Estação de tratamento Zero Efluentes: para a otimização
A Metalesa está comprometida com a preservação do Meio Ambiente, o controlo de resíduos e a utilização de produtos com baixo nível contaminante, pelo que dispõe de uma estação de tratamento com tecnologia Zero Efluentes. Desta forma, compromete-se ao cumprimento da legislação ambiental em vigor e adquire um compromisso de melhoramento contínuo.
Graças à nossa estação de tratamento zero efluentes, conseguimos um dos nossos objetivos ambientais: Contribuímos para a recuperação dos aquíferos ao reutilizar a água nos nossos processamentos industriais, como a termolacagem, de forma que minimizamos a quantidade de água utilizada e conseguimos otimizar os nossos recursos.
Embora na teoria do modelo de economia circular, a reutilização da água seja contemplada como uma perspetiva inovadora tendo em vista a implantação, por parte das empresas, o que é verdade é que, na Metalesa, contámos desde sempre com uma descarga zero efluentes para conseguirmos o nosso propósito sustentável. E continuaremos a implantar as medidas mais avançadas que estejam ao nosso alcance!
Em todos os nossos processos, a sustentabilidade e a otimização andam de mãos dadas; por isso, estamos preparados para enfrentar qualquer desafio que o mundo atual nos apresente. Se acredita no nosso modo de fazer as coisas durante a nossa longa trajetória e necessita dos nossos serviços, não hesite em contactar-nos.
Alterações aos regulamentos sobre transições e terminais de barreiras
Quando se fala de sistemas de contenção de veículos, a primeira coisa que vem à mente são as barreiras e guardas de segurança. Estes elementos lineares são instalados nas bermas das estradas para evitar que os veículos saiam da estrada e provoquem acidentes graves. Embora estes sejam os primeiros a vir à mente, existem também outros tipos de sistemas de contenção de veículos, tais como atenuadores de impacto, transições entre sistemas, terminais de barreiras, secções de barreiras removíveis e sistemas de proteção do motociclista.
Todos estes sistemas são regulados por diferentes normas europeias que estabelecem os requisitos que devem ser cumpridos para serem classificados numa das categorias abrangidas por estas normas. No caso das transições e terminais de barreira, a norma de referência é a UNE-ENV 1317-4:2002 e neste artigo gostaríamos de falar mais pormenorizadamente sobre as alterações que estão para vir.
Esta norma, que está em vigor desde 30 de abril de 2002, nunca foi harmonizada com a UNE-EN 1317-5:2008+A2:2012. Isto significa que qualquer Transição ou Terminal que cumpra os ensaios especificados nesta norma será aceite, mas não terá a marcação CE. Por conseguinte, esta norma tem um carácter voluntário e não existe um impulso claro por parte das administrações para exigir este tipo de produtos avaliados sob a proteção desta norma.
Esta situação faz com que existam pontos da Red de Carreteras del Estado que não estão bem resolvidos e que podem provocar acidentes graves.

A necessidade de alterar este regulamento
O Comité Europeu de Normalização "CEN/TC 226/WG 1 – Crash barriers, safety fences, guard rails and bridge parapets " é responsável pela elaboração de normas no domínio dos sistemas de contenção de veículos. Este comité é diretamente responsável pelo comité CTN 135 Equipamiento para la señalización vial. SC1 Barreras de Seguridad, do qual a equipa da Metalesa é membro.
Há anos que o TC226 trabalha na modificação da norma UNE-ENV 1317-4:2002 com o objetivo de retirar do bloco regulamentar os sistemas de contenção de veículos que regula. No entanto, até à data, esta tarefa não foi bem sucedida, uma vez que se trata de um labor complexo.
As transições e os terminais, por definição, ligam-se a outros sistemas. Uma transição é uma secção longitudinal que liga dois sistemas, como barreiras ou guardas de segurança, por meio de peças especiais que asseguram uma transição lógica das rigidezes. Um terminal de barreira é um sistema pontual, como um atenuador de impacto, que está ligado a uma barreira ou guarda de segurança. Por conseguinte, a avaliação de um terminal de barreira envolve a avaliação da ligação entre a barreira ou guarda e o terminal, o que equivale a avaliar uma transição entre sistemas, mesmo que um deles não seja uma barreira ou guarda de segurança.
Quando se trata de harmonizar estes sistemas sob a mesma norma, há um grande obstáculo a ultrapassar: existe uma multiplicidade de barreiras, guardas de segurança e terminais no mercado que, como já foi referido, estão em conformidade com a regulamentação mas não têm marcação CE, o que torna extremamente complexo estabelecer regras claras para os avaliar e não limitar a livre concorrência.
Novos regulamentos sobre transições e terminais de barreira a caminho
Uma vez compreendida a variabilidade deste tipo de produtos, torna-se evidente a complexidade da sua regulamentação, no entanto, o passado mês de junho foi a data limite para a votação no TC226. Esta votação examinou a publicação de relatórios e especificações técnicas que estabelecem os métodos de avaliação para cada um destes sistemas separadamente e facilitam às administrações o estabelecimento de critérios para exigir as diferentes características dos sistemas, separando-os definitivamente da marcação CE.
Os novos regulamentos para estes sistemas seriam os seguintes:
- Os terminais de barreira são regulados pela FprCEN/TS 1317-7. Trata-se de uma especificação técnica, pelo que, de 3 em 3 anos, é decidido se se tornará uma norma para ser harmonizada e poder ter a marcação CE.
- As transições são reguladas pelo FprCEN/TR 1317-10. Neste caso, trata-se de um relatório técnico, ou seja, não tem de ser revisto em momento algum, sendo uma declaração de intenções de que as transições não terão marcação CE.
Com esta mudança de paradigma na regulamentação dos terminais e transições de barreiras, as administrações deixam de ter de exigir uma marcação CE que não podia ser obtida, uma vez que a UNE-ENV 1317-4:2002 é revogada.
Por último, importa referir que é agora a vez de as administrações pegarem no desafio e estabelecerem que ensaios ou requisitos são exigidos a este tipo de produtos para serem instalados nas estradas que regulam. Algumas administrações, como a francesa, já se empenharam nesta mudança e têm requisitos em conformidade com a nova regulamentação.

